A construção verde ou sustentável é uma abordagem ambientalmente consciente e eficiente para a criação de estruturas que leva em conta todo o seu ciclo de vida, desde os materiais utilizados até a eficiência do seu uso e disposição dos resíduos decorrentes.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Casa modelo - Ecodhome - Arq Carine Nath

 

A Casa modelo chamada de Ecohabitat serve como uma exposição de tecnologias sustentáveis, saúdáveis e viáveis.


Foi construída em Florianópolis e faz uso de diversas soluções de sustentabilidade: terraço verde, arquitetura
bioclimática, materiais reciclados, tijoilos de solo-cimento, reuso de águas cinza, aproveitamento de águas de chuva.

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http://www.ecodhome.com.br/

Fonte:http://guia.construcaoeficiente.com.br

sábado, 24 de agosto de 2013

Vila ecológica na Suíça

O conjunto de nove charmosas residências é integrado à natureza

Por Casa e Jardim Online

De tão charmosa, esta pequena vila parece até cenário de filme ou desenho animado. Na verdade, o espaço é real e fica emDietikon, na Suíça. Projetado pelos arquitetos da empresa local Vetsch Architektur, o conjunto residencial é feito em um nível mais baixo e coberto com grama, de maneira a se integrar à paisagem natural. Além disso, o “teto verde” ajuda a manter as casas mais frescas, sem o uso de aparelhos elétricos, como o ar condicionado. Como as unidades são mais baixas do que o solo ao redor, elas precisaram ter os ângulos de construção planejados, para receber iluminação natural durante o dia. Ao todo, são nove casas, erguidas com materiais naturais ou reciclados.

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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Um telhado verde que guarda 7,5 milhões de litros de água da chuva

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A eficiência energética alcançada com alguns projetos pode surpreender até mesmo os maiores especialistas certificadores, como ocorreu com a Academia de Ciências da Califórnia.

Três anos depois de receber uma certificação LEED Platinum, a Academia de Ciências da Califórnia obteve uma segunda certificação, tornando-se a maior construção do mundo com uma dupla certificação LEED Platinum.

A primeira deu-se pela qualidade do projeto e pelo arrojo do design e, em setembro, pelo sucesso na manutenção e na operação das instalações no dia a dia.

O telhado verde, projetado pelo prestigiado Renzo Piano, resistiu ao tempo e continua atendendo aos mais altos padrões de sustentabilidade.

Não é para menos. Os números são gigantescos: são 112 mil metros quadrados abrigando 1,7 milhão de plantas nativas e recolhendo por ano 7,5 milhões de litros de chuva, segundo o Discovery.

Cerca de 60 mil células fotovoltaicas produzem aproximadamente 213 mil kW de energia por ano, cerca de 10% das necessidades das instalações. Também aquecem água, possibilitando uma economia de energia que se une ao facto de o telhado verde reduzir a temperatura interna do ambiente, diminuindo a dependência do ar-condicionado.

O prédio anterior tinha 158 anos quando foi atingido pelo terramoto de 1989. Para a reconstrução foram buscar o que havia de mais avançado para abrigar um aquário, um museu natural e um planetário.

Outras iniciativas reforçam a preocupação ambiental. Por exemplo: todo papel utilizado é reciclado, assim como 65% do lixo, contando aí o deixado por cerca de 5 milhões de visitantes que passaram pelo local a cada ano, de acordo com o Inhabitat.

Publicado originalmente no site Greenvana.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

SYNTHe: Um protótipo de telhado verde em Los Angeles

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O movimento green roof em Los Angeles ganhou um reforço e tanto com o projeto SYNTHe – um protótipo desenhado pelo professor e arquiteto Alexis Rochas, do SCI-arc. SYNTHe é um oásis fértil suspenso, cultivado com uma grande variedade de plantas comestíveis. Contando com a colaboração ativa de estudantes, universidades e escritórios públicos, este projeto prova que os telhados verdes tem um futuro frutífero em L.A.

O SYNTHe foi projetado para ser um ecossistema auto-suficiente que pode oferecer uma série de serviços ambientais. Além de ajudar a filtrar poluentes, incrementar o isolamento térmico do telhado e reduzir enxurradas, o telhado verde estabelece um ciclo produtivo completo, onde a comida é produzida, consumida e finalmente retornada ao sistema através da compostagem.

O design apresenta uma paisagem alternada por série de plataformas, cobertas por uma cobertura metálica suspensa sobre um frame de compensados de madeira. Os canais de cultivo foram preenchidos com um substrato de cultivo ‘engenherado’ para ser muito mais leve do que o solo.

Este jardim-protótipo faz parte do programa ‘Los Angeles Commynity Garden Concil‘ e já é cultivado com árvores frutíferas, vinhas, ervas e legumes que serão cuidados e colhidos pelos chefs do renomado restaurante (estrategicamente localizado no andar térreo), Blue Velvet.

Publicado originalmente em: SYNTHe: An Urban Rooftop Garden Prototype in Los Angeles | Inhabitat – Sustainable Design Innovation, Eco Architecture, Green Building

sábado, 10 de agosto de 2013

Prédios Verdes

Os edifícios verdes há muito deixaram de ser uma ficção

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Edifícios verdes são prédios que seguem determinados parâmetros e que têm uma preocupação toda especial com o meio ambiente em que estão inseridos e com a correta utilização dos recursos naturais necessários ao seu funcionamento e a correta destinação dos resíduos gerados por essa utilização. Assim, a preocupação com a eficiência e com a qualidade é sempre voltada para o mínimo impacto ambiental possível.

O que começou como “uma onda militante” por parte dos ecologistas de “primeira hora” acabou chegando à mesa dos grandes empresários que perceberam que podiam adotar as práticas preconizadas para os edifícios verdes e ainda sim obter lucro com aquela “coisa nova”. A economia gerada com a redução do consumo de água e de energia elétrica compensava de longe os gastos necessários para a conversão dos prédios já existentes ou da construção de novos prédios exclusivamente projetados para serem assim.

Assim, novas tecnologias e procedimentos foram criados para garantir que esses prédios fossem capazes de garantir uma excelente qualidade de vida para os funcionários dessas empresas e acabaram por facilitar a aplicação do conceito de prédios verdes para muito mais empresas e até em prédios residenciais.

Para que os prédios sejam considerados verdes, eles devem seguir preceitos e determinações rígidas quanto a construção, qualidade do ar; uso da energia; uso da água; segurança de trabalho e higiene do ambiente ocupacional; uso de materiais ecologicamente corretos; observação da ergonomia em móveis e utensílios; tratamento correto dos resíduos sólidos e controle da emissão de poluentes.

Quanto à qualidade do ar, os edifícios verdes devem manter o ar interno sempre com boa qualidade; efetuando análises no ar circulante e do interior dos dutos de ar condicionado; eliminando ou reduzindo a circulação de gases poluentes ou agentes contaminantes biológicos. Devem também ter preocupação com áreas para fumantes, uso de detergentes que tenham odores fortes e o conforto térmico.

Na eficiência energética, os prédios verdes devem buscar fortes alternativas de energia ou fontes emergenciais que garantam a iluminação em caso de acidentes; controle de consumo e busca da eficiência total.

A questão da água também é crucial nos prédios verdes. O desperdício deve ser combatido a todo custo, bem como a garantia da mais alta qualidade da consumida no prédio deve ser observada a cada instante. Um controle rígido sobre torneiras e válvulas de descarga deve ser exercido.

Aspectos da decoração interior devem ser levados com consideração como o uso de plantes e de materiais isolantes de ruídos. Além do uso de materiais certificados e eficientes. A preocupação com o uso de mobiliário ergonomicamente adequado e com a saúde dos trabalhadores que utilizarão os espaços; notadamente em relação a elementos que possam provocar alergias, assim como a redução ou eliminação da emissão de radiação ambiental.

Finalmente, os edifícios verdes devem ter programas de coleta seletiva de lixo e um gerenciamento de resíduos impecável. Com a manutenção de programas que visem educar e orientar os habitantes para essas boas práticas.

Os edifícios verdes há muito deixaram de ser uma ficção e cada vez mais se aproximam de uma realidade cotidiana das grandes cidades. Esperemos que, muito em breve, esses prédios sejam uma constante em todas as grandes cidades brasileiras.

Fonte: http://www.redeelite.com.br

sábado, 3 de agosto de 2013

Construindo com tijolos ecológicos

O professor Armando Lopes Moreno Junior e os tijolos feitos com mistura de solo e cimento: produto de excelente qualidade e mais barato do que o convencional (Foto: Antoninho Perri)

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Professor da FEC coordena pesquisas focadas em materiais alternativos

É muito grande a diversidade de pesquisas realizadas nas universidades brasileiras. Há docentes que se dedicam essencialmente à pesquisa básica com o objetivo de oferecer contribuições teóricas ao desenvolvimento de sua área de atuação; há os que esperam que elas possam de alguma forma vir a alavancar significativos incrementos no desenvolvimento científico e até contribuir para avanços tecnológicos; há os que trabalham com vistas a descobertas que possam ser implementadas em produtos oferecidos no mercado; há os que esperam de alguma forma dar retorno mais imediato à sociedade que arca com o custo da pesquisa e do ensino universitário oficial no Brasil. É neste último grupo que se situa deliberada e preferencialmente o professor Armando Lopes Moreno Junior, do Departamento de Estruturas da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC) da Unicamp, um dos responsáveis pelos estudos desenvolvidos no Laboratório de Estruturas e Construção Civil da Faculdade.

Com efeito, o pesquisador mantém uma linha de pesquisa envolvendo o emprego de materiais alternativos na construção civil com o objetivo de oferecer para as comunidades carentes processos construtivos mais baratos e utilizáveis pelos seus próprios membros. Com essa preocupação, ele procura desenvolver alternativas para a fabricação de tijolos ecológicos, estuda a construção de lajes, vigas e colunas com a utilização de tiras de bambu em substituições às tradicionais armaduras de aço, e pesquisa a utilização da cola de PVA (cola branca comum) no assentamento de tijolos em lugar da argamassa convencional constituída de areia, cal e cimento.

Moreno faz questão de esclarecer que sua linha de pesquisa caminha por duas vertentes distintas. Uma propriamente acadêmica em que estuda o comportamento de estruturas em situação de incêndio, que constitui uma pesquisa de ponta porque não há nenhum grupo que faz isso no Brasil e lhe garante projeção e prestígio acadêmicos e publicações em revistas internacionais, o que talvez não conseguiria se desenvolvesse trabalhos voltados apenas para a comunidade.

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Em outra vertente, se preocupa em oferecer tecnologias construtivas exequíveis para comunidades carentes para que possam, por exemplo, utilizá-las em construções em mutirões. E esclarece: “Por opção, trabalho com a preocupação de prestar serviços à comunidade, adotando a pesquisa de materiais alternativos para a construção civil que, embora repercuta apenas em revistas regionais, geralmente de arquitetura, garantem uma transferência de tecnologia bem mais rápida que os trabalhos que realizo em minha outra atuação na Universidade, envolvendo estudos de ponta sobre o comportamento de estruturas submetidas ao fogo, cujos resultados vão ser absorvidos pelo mercado somente daqui a oito, dez anos”.

A fabricação do tijolo ecológico se insere nesse projeto a que dedica maior urgência. Ele conta que tem conseguido, por meio do desenvolvimento desse tijolo, oferecer cursos para a população de baixa renda, intermediados por associações de moradores e grupos religiosos, possibilitando que essas comunidades fabriquem os tijolos que irão aplicar na construção de suas residências. As comunidades selecionam as pessoas que têm determinadas aptidões e disposição para o curso.

Nas férias, o serviço é oferecido também para estudantes de nível médio que terão depois condições de repassar o que aprenderam. Atualmente, uma sua aluna do curso de engenharia civil está realizando esse trabalho com egressos de presídios. A ideia é conseguir dar uma profissão para esse pessoal. O docente acrescenta, entusiasmado: “Originalmente, essa linha de pesquisa foi montada para dar retorno e atender as comunidades, o que considero muito importante. Conseguir esse retorno social é muito gratificante”.

Os participantes dos cursos oferecidos aprendem em cerca de 30 horas a fazer a mistura com a umidade adequada, prensagem e cura recomendadas para obtenção de tijolos de boa qualidade. São alertados para a adequação do material à construção civil e por isso aprendem os conceitos básicos de resistência mecânica, absorção de água etc. Recebem também noções básicas da construção civil: como preparar a argamassa de revestimento, de reboco, como erguer uma parede no prumo, a importância da fundação. “Estamos trabalhando para que esses alunos recebam um certificado nesses cursos para que consigam um emprego melhor e uma inserção social maior”, diz o professor.

O curso é ministrado por alunos de engenharia civil o que considera importante porque os despertam para as noções de responsabilidade social, pois como diz, “eles estão aqui estudando gratuitamente e de alguma maneira devem retribuir para a sociedade o que estão recebendo”. Estão envolvidos nesse trabalho também alunos de iniciação científica.

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Mistura
É considerado ecológico o tijolo que não precisa de queima, diferentemente dos feitos de argila que, depois de moldados, são queimados em grandes fornos, que além de consumirem madeira poluem o ambiente. Além disso, a argila encontra-se em geral próxima aos cursos d’água e sua retirada provoca erosão e assoreamento de rios. Os tijolos ecológicos são feitos de uma mistura de solo-cimento, na proporção de 10:1, devidamente umedecida e submetida à prensa manual, de custo baixo, uma vez que se destina a atender uma comunidade.

Uma pessoa consegue produzir por dia 500 tijolos. Em geral é utilizada a terra do local, selecionando solos constituídos naturalmente de areia, argila e silte, na proporção de 60, 20 e 20 por cento, respectivamente. O engenheiro explica que a maioria dos solos da região de Campinas tem essa composição, excluída a camada superficial, rica em matéria orgânica. Para garantir que o tijolo a ser produzido pelas comunidades esteja dentro das normas estabelecidas, o grupo de pesquisa vai ao local, procede à seleção do solo, faz os primeiros tijolos e executa os ensaios padrões recomendados. O professor garante que o tijolo obtido, além da excelente qualidade, é mais barato do que o convencional oferecido no mercado.

Ele vem pesquisando a fabricação e emprego do tijolo ecológico há cerca de dez anos. Nesse tempo fabricou tijolos com a adição de resíduos vários como o lodo oriundo das estações de tratamento de esgoto, entulho devidamente processado, borracha de pneus usados, ou seja, todo tipo de resíduo que normalmente seria descartado no meio ambiente.

Resultam daí materiais interessantes, cuja utilização depende da disponibilidade na região em que serão empregados. O pesquisador conta que há empresas que o procuram para verificar a possibilidade de emprego de seus resíduos, o que o faz estudar sua utilizações na fabricação de tijolos, de telhas, de placas de concreto etc. Constituem vertentes da sua pesquisa de materiais alternativos para construção civil.

Nesses estudos, ele testa os materiais obtidos com base nos padrões normatizados nacionais ou, na ausência deles, dos internacionais americanos ou europeus, com vistas à produção de tijolos, telhas, placas. De acordo com a utilização a que se destina, o material deve atender padrões de comportamento estabelecidos pelas normas, como resistência à compressão, permeabilidade em relação à absorção de água, para que se possa comparar seu comportamento em relação aos respectivos materiais convencionais.

E para isso existem ensaios padronizados. A técnica da fabricação com solo-cimento e o tijolo ecológico começaram a ser utilizados no país nos anos 50, mas, somente na última década vem tendo a importância merecida, face ao seu apelo de sustentabilidade. Primeiro, em construções envolvendo mutirões em que as comunidades fabricavam seus elementos de alvenaria e, depois, por razões ligadas à causa ecológica, acabou sendo encampado pelas classes mais abastadas, tornando-se protagonista destes dois apelos.

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Cola
O caso particular da utilização da cola à base de PVA para assentar os tijolos na construção de paredes em substituição à argamassa convencional constituída de areia, cal e cimento, se insere nessa linha de pesquisa e sua utilização visa dar rapidez, limpeza – porque a padronização do bico de aplicação garante a sua distribuição uniforme, e economia à construção, pois o assentamento com argamassa é demorado e o desperdício grande, chegando a 30%. Moreno constata que a resistência da cola em relação à aderência é maior do que quando se utiliza a argamassa. Ele enfatiza que, nos cursos ministrados, o uso da cola é apresentado como opção, mesmo porque neles se mostra também a técnica usual de assentamento.

Em relação à cola à base de PVA, o docente constata que pouco se estudou a respeito do seu emprego no assentamento de elementos de alvenaria de solo-cimento e que, mesmo em uma busca rápida no mercado, podem ser encontradas empresas nacionais que se propõem a utilizá-la na união de tijolos. Para isso precisam que os elementos colados apresentem-se secos, pouco porosos e tenham uniformidade na superfície de aplicação da cola, características que o tijolo maciço de solo-cimento apresenta. A avaliação da possibilidade desse assentamento tem sido objeto da pesquisa desenvolvido por Moreno e os resultados, embora ainda parciais, indicam que a cola pode substituir com vantagens a argamassa usual no assentamento de tijolos maciços de solo-cimento.

Ele entende que os resultados já obtidos podem respaldar cientificamente uma técnica de execução de alvenaria rápida, econômica e que não leva a desperdício de material. Entretanto, considera primordial a continuidade dos estudos, pois muitas outras avaliações de desempenho das alvenarias de solo-cimento, em ambientes internos e externos, devem ser executadas antes que esta técnica seja corrente e corretamente empregada no setor da construção civil nacional.

Reportagem de Carmo Gallo Netto, do Jornal da Unicamp ANO XXIV – Nº 440, publicada pelo EcoDebate, 11/09/2009