A construção verde ou sustentável é uma abordagem ambientalmente consciente e eficiente para a criação de estruturas que leva em conta todo o seu ciclo de vida, desde os materiais utilizados até a eficiência do seu uso e disposição dos resíduos decorrentes.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Sustentabilidade como meta futura

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Na década de 1990, países europeus, EUA e Canadá desenvolveram as primeiras metodologias de avaliação ambiental de edifícios para auxiliar o cumprimento de metas ambientais locais estabelecidas a partir da ECO92. Com a difusão dos conceitos de projeto ecológico (Green Design) e de construções verdes (Green Building), as avaliações ambientais se tornaram necessárias para quantificar e qualificar os investimentos e benefícios da construção sustentável.


Os principais sistemas de avaliação internacionais concentram-se exclusivamente na dimensão ambiental da sustentabilidade. Mas é importante ampliar essa visão e estendê-la para a avaliação de sustentabilidade das edificações, contemplando também os aspectos sociais e econômicos relacionados à produção, operação e modificação do ambiente construído.


Histórico
O primeiro método de avaliação ambiental de edificações foi criado no Reino Unido, em 1990. O BREEAM (BRE Environmental Assessment Method), como ficou conhecido, embasou vários sistemas orientados para o mercado, como o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) elaborado por membros do USGBC (United States GreenBuilding Council) em 1999 e o CASBEE (Comprehensive Assessment System for Building Environmental Efficiency) apresentado em 2002 pela Japan Sustainability Building Consortium (JSBC).


Entre os métodos orientados à pesquisa metodológica estão o BEPAC (Building Environmental Performance Assessment Criteria), de 1993, e seu sucessor, o GBC (Green Building Challenge), desenvolvido por um consórcio internacional iniciado pelo Canadá em 1996.


O Green Building Challenge deu origem ao GBTool (Green Building Assessment Tool), que se caracteriza por possibilitar a adequação às prioridades e especificidades regionais. Esse sistema recebe contribuições de grupos de trabalho de diversos países, incluindo o Brasil, o que lhe confere uma feição internacional.


Em geral, os métodos para avaliação de sustentabilidade de ambientes construídos são baseados em indicadores quantitativos e qualitativos definidos e mensurados em função do entendimento de desenvolvimento sustentável e do papel do ambiente construído neste contexto. Consequentemente, a diversidade de métodos propostos reflete estas diferentes interpretações, acentuadas ainda pelas especificidades regionais, particularizando valores e relevância do que deve ser mensurado.


Certificação no Brasil
Atualmente, há dois sistemas de avaliação com possibilidades de certificação no Brasil. Um deles é o AQUA (Alta Qualidade Ambiental), definido como um processo de gestão de projeto que visa obter a qualidade ambiental de um empreendimento novo ou de uma reabilitação. O AQUA é derivado da versão francesa HDE (Association Haute Qualite Environnementale).


Para o AQUA, a obtenção do desempenho ambiental de uma construção envolve tanto uma vertente de gestão ambiental quanto uma de natureza arquitetônica e técnica. Um dos métodos mais confiáveis para tanto é se apoiar numa organização eficaz e rigorosa do empreendimento. Esta é a razão pela qual o referencial técnico de certificação estrutura-se em dois instrumentos, permitindo avaliar os desempenhos alcançados com relação aos dois elementos que estruturam esta certificação:


1 - Sistema de Gestão do Empreendimento (SGE) - avalia o sistema de gestão ambiental implementado pelo empreendedor. A implementação do Sistema de Gestão do Empreendimento permite definir a Qualidade Ambiental visada para o edifício e organizar o empreendimento para atingi-la. Concomitantemente, permite controlar o conjunto dos processos operacionais relacionados às fases de programa, concepção e realização da construção.


2 - Qualidade Ambiental do Edifício (QAE) - avalia o desempenho arquitetônico e técnico da construção. A avaliação da QAE é o processo que permite verificar, em diferentes fases do empreendimento, que o perfil ambiental visado seja atingido. Para isso, convém confrontar as características do empreendimento com as exigências do método aplicável ao perfil visado. A avaliação da QAE consiste, assim, em se assegurar que as características do empreendimento atendem aos seus critérios de avaliação.


Fonte: Construção Sustentável - Potencialidades e Desafios para o Desenvolvimento Sustentável na Construção Civil – Sinduscon-PE (2008).

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Arranha-céu ecológico

Formato atraente é composto por três torres espiraladas ligadas por uma esfera central

Por Casa e Jardim Online

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O Space-Scraper, projeto do designer Mohamed Abdel-Aziz, é um arranha-céu ecológico que será construído no bairro de Maadi, sul do Cairo (Egito). Sua estrutura, às margens do rio Nilo, parece bastante chamativa e será composta por três torres (destinadas a escritórios, hotel cinco estrelas e residências de alto padrão) que se entrelaçam e se conectam por um globo central (espaço fitness), localizado nos andares mais altos. Além disso, o projeto prevê um sistema de reutilização de água, painéis solares e turbinas eólicaspara a geração de energia. Para a base do edifício, a ideia é abrigar um centro comercial de sete andares, com direito a cinema e restaurantes. As informações são do site Inhabitat.

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domingo, 26 de maio de 2013

Arquitetos constroem casa sustentável na Inglaterra

A Flint House utiliza energia solar, ventilação natural e é equipada com um sistema de reaproveitamento da água da chuva.

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O escritório de arquitetura Nick Willson Architects foi contratado pelo casal inglês Ann e Mark Stafford para construir uma casa sustentável, que estivesse em harmonia com a natureza. A edificação, chamada Flint House, está localizada em Blackhealth, no sudoeste de Londres.

Ann desejava ter uma casa sustentável, mas que fosse construída levando em conta o design tradicional. Assim, os especialistas projetaram uma casa, que em alguns momentos chega a lembrar uma estufa, pela quantidade de vidro e janelas utilizadas. Mas, para balancear a contemporaneidade com os modelos clássicos, a equipe de arquitetos incorporou telhados inclinados, parecidos com os modelos comuns e incluiu um pequeno jardim da parte traseira da residência.

Todos os espaços da casa foram pensados para suprirem as necessidades de seus habitantes. Mark Stafford, o chefe da casa, é adepto dos esportes. Por isso, ganhou um espaço lateral que o permite estacionar a moto ou a bicicleta e já tomar uma ducha antes de entrar na residência. Ann trouxe a ideia dos jardins para as áreas comuns da casa, assim ela sempre tem ingredientes frescos para serem usados na cozinha.

A edificação foi pensada considerando as condições climáticas locais e faz parte de um plano arquitetônico que busca minimizar os impactos da construção no meio ambiente. As grandes janelas permitem o maior aproveitamento da luminosidade natural, e para que esse desempenho fosse elevado, a direção do sol foi previamente estudada.

A ala oeste é revestida com pedras, que refletem a luz direta do sol e ajudam a controlar o calor. A parte leste é coberta com um revestimento de carvalho, também para impedir a incidência solar diretamente na casa.

A fachada sul é repleta de vidraças, intercaladas com faixas de carvalho, que garantem a privacidade nos banheiros. Em todas as partes os moradores têm a vista direta de árvores e folhagens, através das janelas e clarabóias. Além disso, a garagem ganhou um telhado verde.

A Flint House utiliza energia solar, ventilação natural e é equipada com um sistema de reaproveitamento da água da chuva. Ela é quase que inteiramente construída a mão e os arquitetos optaram por materiais sustentáveis em toda a obra.

Fonte: http://exame.abril.com.br

quinta-feira, 23 de maio de 2013

As casa solares que se movimentam, de Manuel Vieira Lopes

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades e mudam-se os espaços em que vivemos. Sobretudo, são os espaços que cada vez mais se adaptam a quem os habita e não o contrário. Assim demonstram as “Casas em Movimento”, do arquiteto Manuel Vieira Lopes.

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Por cada vez que ouvimos dizer “tudo já foi inventado”, nascem novos empreendedores, prontos para derrotar essa inofensiva arrogância da sabedoria popular. Não temos, ainda, dados estatísticos concretos para esta nossa teoria, mas uma boa argumentação é feita de exemplos. Neste caso, o do projeto que foi desenvolvido por incentivo da Faculdade de Arquitetura do Porto e cuja execução se deve a um dos seus estudantes, Manuel Vieira Lopes.

A equipe liderada pelo português construiu um protótipo de casa que aproveita a energia solar de uma forma inovadora: além de rodar em torno do seu próprio eixo, acompanhando o movimento do Sol, a residência é coberta por uma enorme pala movível, feita de painéis fotovoltaicos, que se sobrepõe a uma das fachadas. Assim, é possível garantir um espaço exterior sombreado e uma temperatura interior mais agradável no Verão. Este exemplo de eficiência energética é reforçado graças à madeira e à cortiça, dois materiais escolhidos por conta do excelente isolamento térmico e acústico que proporcionam e por serem recursos naturais abundantes em Portugal.

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Ao simular o movimento de um girassol, a casa não só é auto-suficiente, como ainda produz mais energia do que necessita – a poupança energética também é evidente durante as estações do ano mais frias, porque nessa altura a estrutura posiciona-se de forma a que o Sol incida diretamente nas janelas, gerando, por isso, mais calor.

Seu interior também está sujeito a mutações: as divisões podem variar de dimensão e função, mediante a rotação da casa. Por exemplo, a cozinha se funde com a sala, à noite, para que toda a família convivesse ao jantar; da mesma forma, o quarto pode se transformar em escritório durante o dia.

Entre um total de 100 candidaturas submetidas por universidades de todo o mundo, o projeto “Casas em Movimento” fez parte dos vinte selecionados para ser exibido na edição deste ano da Solar Decathlon Europe, em Madrid, uma das maiores e mais prestigiadas feiras tecnológicas nesta área.

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Segundo o jornal Arquitecturas, um protótipo totalmente funcional da casa solar está a ser construído em uma das encostas do rio Douro. A equipe de Manuel Vieira Lopes conta com o apoio de quatro institutos nacionais neste empreendimento: o Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial (INEGI), o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto (INESC TEC), o Laboratório Nacional de Engenharia e Geologia (LNEG) e a Agência para a Energia (ADENE), entidade presente desde o desenvolvimento do projeto, em 2008.

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Informações detalhadas sobre as “Casas em Movimento” no site oficial, no Facebook e no Twitter.

Artigo de Débora Cambé para o site Obvious

quarta-feira, 22 de maio de 2013

BIOLOGIA DAS CONSTRUÇÕES

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Imagem: ecocentro.org

O conceito de Biologia das Construções – baubiologie nasceu na Alemanha como resposta aos problemas associados ao abuso do uso do concreto armado e materiais sintéticos, ligados a uma arquitetura fria e impessoal, que afasta seus usuários dos processos biológicos naturais. É conhecida ainda como a técnica especializada na utilização de sistemas construtivos e materiais com uma qualidade biótica elevada, sem prejudicar o meio ambiente e o ser humano.

Dentre os vários conceitos de construções sustentáveis conhecidos atualmente, para a Biologia das Construções toda edificação para ser sustentável, essencialmente, precisa ser saudável. A arquitetura sustentável não deve se preocupar apenas em preservar o meio ambiente, mas também garantir a saúde dos seus ocupantes e sensibilizá-los para um estilo de vida com mais consciência ambiental. Deve harmonizar-se com o clima, a tradição, a cultura e o ambiente na região. Desta forma, pode-se afirmar que uma construção sustentável não pode gerar doenças, como os prédios que acarretam a Síndrome do Edifício Enfermo (SEE).


Segundo o IBN (Institut für Baubiologie + Ökologie Neubeuern), os 25 princípios da Biologia das Construções são:

Localização natural

1. O terreno deve ser livre de anomalias naturais e perturbações geobiológicas.

2. As habitações devem ser afastadas de fontes de emissões e ruído, longe de centros industriais e vias de tráfego intenso.

3. A urbanização deve ter baixa densidade e amplas áreas verdes.

4. A edificação deve ser personalizada, em harmonia com a natureza e orientada ao ser humano e à família.

Balanceamento da radiação eletromagnética

5. A radiação cósmica e terrestre é essencial e deve sofrer o mínimo possível de alteração.

6. Reduzir ao mínimo ou, preferencialmente, eliminar a radiação eletromagnética e radiofreqüência produzida pelo homem.

7. O campo magnético natural da Terra não deve ser alterado.

8. O equilíbrio natural entre a eletricidade atmosférica e a concentração iônica deve ser mantido.

Clima Interno

9. Luz, iluminação e cores devem estar de acordo com as condições naturais.

10. A edificação deve ter um odor agradável ou neutro, e nenhuma toxina deve estar presente.

11. Poluentes devem ser filtrados e neutralizados, minimizando a presença de fungos, bactérias, poeira e alérgenos.

12. A umidade interna do ar deve ser regulada naturalmente.

Conforto térmico

13. A umidade total em uma edificação deve ser baixa e capaz de secar rapidamente.

14. É necessário um equilíbrio entre isolamento térmico e retenção de calor.

15. As temperaturas do ar e das superfícies devem ser otimizadas.

16. As paredes, pisos e tetos devem ser difusíveis e higroscópicos.

17. Sistemas de aquecimento devem ser baseados em calor radiante, usando o máximo possível de calor solar.

Design Saudável

18. Os materiais de construção devem ser naturais e não adulterados.

19. Utilizar materiais de construção com pouca ou preferencialmente nenhuma radioatividade.

20. Medidas de proteção contra poluição sonora e vibrações infra e ultrasônicas devem ser orientadas aos padrões humanos.

21. O projeto de interiores e mobiliário deve ser projetado de acordo com padrões de ergonomia e design universal.

22. Devem ser utilizadas medidas, proporções e formas harmônicas.

Proteção Ambiental, eficiência energética e responsabilidade social

23. As atividades de construção não devem contribuir para a exploração de recursos raros e não renováveis.

24. A produção, utilização e descarte dos materiais de construção não devem contribuir com o aumento da poluição ambiental e altos custos de energia.

25. As atividades de construção não devem causar um aumento nos custos sociais e médicos.

Assim, destaca-se a necessidade da escolha de um terreno onde será construída uma casa ou uma empresa, pois a correta posição desta edificação no seu entorno tem uma grande importância para prevenir futuras enfermidades. Por isso a Biologia das Construções deve atuar de forma integrada com os conceitos da Geobiologia, a fim de levantar as áreas, dentro de um terreno, mais favoráveis à vida, servindo de orientação ao arquiteto para projetar espaços em conformidade com as redes geobiológicas e radiações provenientes do subsolo, como falhas geológicas e veios de água subterrâneos.

Existem terrenos homogêneos e terrenos que apresentam grandes anomalias magnéticas, cuja explicação se dá através da presença de minerais ferromagnéticos ou às rupturas ou descontinuidade dos subsolos minerais. Nestes locais geopatogênicos é comum verificar nas edificações gretas ou fissuras nas paredes, além de problemas de umidade ascendente.

Quando se trata de residências, o arquiteto deve retratar a casa como um elemento acolhedor, e esta deve atender às imagens arquetípicas do abrigo, condicionantes de uma casa emocionalmente satisfatória. Os arquétipos do abrigo defendido por Jung e Freud são a caverna (necessidade instintiva de refúgio), a clareira (necessidade da abertura, para a luz e para o ar), o jardim (necessidade de se relacionar com a natureza) e a água (elemento essencial à vida).

A Arquitetura Sustentável hoje deve reconhecer as raízes instintivas do homem em sua relação com a terra, o céu e os elementos de sua existência material, utilizando a ideia de proporção, harmonia e beleza em seus projetos.

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Partindo deste conhecimento, o arquiteto pode se dedicar ao projeto arquitetônico e atentar aos materiais a serem utilizados na construção. Deve-se fazer uso de materiais preferencialmente naturais que não dispersem substâncias químicas (COV – Compostos Orgânicos Voláteis) no ambiente, mas também respeitem os limites mínimos de salubridade quanto à toxicidade e radioatividade dos materiais. Sabe-se que os próprios materiais de construção emanam radiações, em magnitudes que vão desde 20/50 milirads/ano da madeira, aos 50/250 milirads/ano em certos tipos de concreto. A Organização Mundial da Saúde (OMS) adverte que a dose máxima de radiação tolerada é de 500 mR/ano, valor este muito próximo quando expostos em uma residência rica em concreto.

Assim, um novo conceito de Arquitetura Sustentável deve respeitar a individualidade das pessoas e dos espaços onde pretendem viver ou trabalhar, fugindo do modelo cartesiano empregado pelos arquitetos do séc. XX. Essa arquitetura deve proporcionar uma relação mais sentimental com aqueles que a usufruem, afinal a casa não deve ser vista nunca como uma máquina, e sim como um ser vivo como nós.

Fonte: http://tellus.arq.br

segunda-feira, 20 de maio de 2013

CONSTRUA COM TIJOLOS ECOLÓGICOS NA BAHIA

 

A ELISAMA TIJOLOS ECOLÓGICO traz para  Salvador, Região Metropolitana e Litoral Norte da bahia um novo conceito em moradia através da produção e comercialização de Tijolos Ecológicos, aliada a vontade de contribuir para a sustentabilidade do planeta, reduzindo o aquecimento global e os desmatamentos. Além de uma belíssima arquitetura, os Tijolos Ecológicos proporcionam construções rápidas, limpas e redução no custo final da obra equivalente a 30%. Construimos também Residências, Pousadas, Muros, Decoração interna e externa, Àrea de Lazer (Forno, Fogão e Churrasqueira e Fechamento) e Fechamento de Área(galpões e barracões).

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www.tijoloselisama.com.br

sábado, 18 de maio de 2013

Sete benefícios das construções sustentáveis

Os edifícios são responsáveis por quase metade do material e do consumo de energia do mundo, um sexto do consumo de água fresca e um quarto de toda a madeira colhida.

Edifícios verdes são mais do que uma moda passageira em construção civil. Muitos arquitetos, construtores e clientes concordam que construções sustentáveis estão se tornando uma necessidade. Por quê? Porque, de acordo com algumas estimativas, os edifícios são responsáveis por quase metade do material e do consumo de energia do mundo, um sexto do consumo de água fresca e um quarto de toda a madeira colhida.

Com os custos de materiais sustentáveis ficando cada vez mais baixos, construção verde é realmente o tipo de projeto de construção com o melhor custo-benefício e que ainda ajuda o meio ambiente.
Veja sete benefícios das construções sustentáveis.

1. Baixo custo

Este primeiro tópico deve ser suficiente para convencer os céticos: prédios verdes economizam dinheiro a partir do primeiro dia de construção. Isso é verdade para as casas verdes, bem como para edifícios de escritórios sustentáveis, fábricas, igrejas, escolas e outras estruturas.


Um estudo de 2003 da Força-Tarefa de Construção Sustentável da Califórnia mostra que um investimento inicial do projeto verde de apenas 2% vai produzir uma economia de 10 vezes o investimento inicial, com base em um período muito conservador de 20 anos de construção. Por exemplo, R$ 40.000 em design ecológico em um projeto de R$ 2 milhões no total serão pagos em apenas dois anos. Em mais de 20 anos, a economia será de R$ 400.000. Em outras palavras, verde é mais barato.

2. Mais produtividade

Uma série de estudos - e bom senso - indicam que ocupantes de edifícios saudáveis e confortáveis são mais produtivos. Um estudo de 31 prédios verdes da cidade de Seattle (EUA) descobriu que o absenteísmo foi reduzido em 40%.

Outro estudo, patrocinado em parte gigante de imóveis comerciais Cushman & Wakefield, relatou 30% menos dias de licença médica entre os funcionários de uma empresa e descobriu um aumento de 10% na receita líquida por empregado em outra empresa, depois que cada escritório mudou-se para prédios certificados. Empresas localizadas em escritórios verdes também têm uma vantagem em atrair e reter os bons empregados.


3. Maior valor de mercado
Ambos os edifícios residenciais e comerciais mantêm um alto valor de revenda, se incluir os componentes de design sustentável. O valor para potenciais compradores melhora quando se sabe que a sua utilidade e os custos de manutençãoserão menores em edifícios verdes que em seus relativos não-sustentáveis. Níveis de ocupação são consistentemente mais elevados e as taxas de desocupação mais baixas em edifícios de escritórios sustentáveis.


4. Ocupantes saudáveis
Síndrome do edifício doente é um problema que tem atormentado casas e escritórios ao longo de décadas e que custa milhões às empresas todos os anos. Edifícios verdes, no entanto, evitam muitos destes problemas com sistemas de ventilação saudáveis e uso de materiais não-tóxicos na construção do edifício.


Estima-se que, em um ambiente urbano, a poluição do ar interior pode ser 2-5 vezes pior e, às vezes, mais de 100 vezes pior, do que a qualidade do ar exterior. Isso sem contar a incidência de doenças respiratórias, como asma.


5. Melhora as vendas de varejo
Uma pesquisa da Califórnia em mais de 100 lojas (todos operadas pelo mesmo varejista) constatou que as vendas foram 40% maior quando as lojas estavam iluminadas com claraboias em vez de iluminação elétrica. Varejistas que podem usar luz do dia em seus interiores também reduzem seus custos de energia. Todos esses fatores são mais uma prova de que os edifícios verdes podem realmente gerar dinheiro.


6. Divisão de infraestrutura
Um benefício indireto aos edifícios verdes é muitas vezes esquecido: a demanda reduzida em elétrica, gás e serviços públicos de água significa que estas infraestruturas pode fazer mais com menos. Isso pode resultar em menores custos de serviços públicos municipais a longo prazo e pode evitar passar os custos de expansão para os clientes de serviços públicos.


7. Melhor qualidade de vida
É difícil colocar um valor monetário de quantidade sobre a qualidade de vida. Quanto, por exemplo, você pagaria para desfrutar de um dia menos estressante ou para evitar pegar uma gripe? Quando listamos e somamos todos os benefícios da arquitetura verde e design sustentável, um estilo de vida melhor é compartilhado por toda a sociedade, tanto econômica quanto ambientalmente. Novamente, como nos movemos para uma era de tecnologia mais inteligente e recursos naturais mais caros, não podemos nos permitir recusar essas mudanças.

Fonte: http://www.manutencaoesuprimentos.com.br

terça-feira, 14 de maio de 2013

Aerogerador Skystream 3.7 Energia Eólica para Casas e Pequenos Negócios - Energia Pura

 

Skystream 3.7 2.4 kW de potência 120-240v - 5 anos de garantia - Grid-Tie - Hélices: Molde triplamente injetado – Corpo reforçado de alumínio de altíssima qualidade - Alternador escovado neodímio - 20 anos de vida útil, sem manutenção Skystream 3.7 é o avanço na nova geração de aplicações em produção de energia renovável residencial, mudando a forma de lares e pequenos negócios receberem eletricidade. Skystream é um sistema completo integrado que produz energia mesmo com ventos fracos. Seu inversor universal interno entrega potência compatível com voltagens de 110-240 volts. Sua eficiência e silêncio na operação fornece de 40-90% de energia necessária em uma casa ou pequeno negócio.

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Fonte:http://guia.construcaoeficiente.com.br

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Especialistas elegem as cinco grandes construções verdes dos últimos 30 anos

A revista americana Vanity Fair perguntou a 90 especialistas quais seria as "maiores obras arquitetônicas dos últimos 30 anos".

A revista americana Vanity Fair perguntou a 90 especialistas quais seria as "maiores obras arquitetônicas dos últimos 30 anos". Com 28 votos, o Museu Guggenheim Bilbao, de Frank Gehry, foi o grande vencedor, seguido pelo Menil Collection, de Renzo Piano. A lista contou ainda com outras 19 construções tidas como as mais importantes ou memoráveis da arquitetura moderna. Para o arquiteto e colunista da Architect Magazine, Lance Hosey, a única falha da seleção foi excluir as construções sustentáveis das candidatas. "Até as obra selecionadas de Piano e Norman Foster, arquitetos reconhecidos pela alta performance ambiental, são velhas e das menos ambiciosas. Pelo que eu vi, a sustentabilidade não tem sido o foco da elite da arquitetura", opina.

Para Hosey, embora as construções verdes tenham-se popularizado com mais intensidade nas últimas três décadas, o fosso entre os padrões de excelência em design e desempenho ambiental pode ser cada vez maior. Pensando nisso, ele decidiu criar sua própria lista das "cinco construções verdes mais importantes desde 1980". Para isso, o arquiteto perguntou a 150 especialistas dos Estados Unidos, Europa e Ásia quais seriam os melhores representantes da área. Os selecionados foram:

- Centro de Estudos Ambientais Adam Joseph Lewis

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Inaugurado em 2000, o Centro de Estudos Ambientais Adam Joseph Lewis (AJCES), localizado no campus da Universidade de Oberlin, é um dos mais avançados exemplos de edifício auto-sustentável dos Estados Unidos. O AJCES produz toda energia que consome através de painéis fotovoltaicos, com potências instaladas de 60kW na cobertura e 100kW em área adjacente (estacionamentos). O Centro Lewis ainda utiliza um sistema de tratamento de água chamado de "A Máquina Viva", que recebe a água de esgoto e a trata e purifica para que ela possa ser reutilizada nos vasos sanitários. O prédio ainda tem janelas posicionadas de maneira apropriada para aproveitar ao máximo a luz do dia e poços geotérmicos, que ajudam a aquecer e a resfriar a área interna da construção.


- Academia das Ciências da Califórnia

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Desenhada pelo conceituado arquiteto italiano Renzo Piano, a Academia das Ciências da Califórnia foi inaugurada em 2008 e definida como uma "construção revolucionária". O telhado verde mantém o interior do edifício sempre fresco e os 13 milhões de litros de água usados por ano na rega das plantas são em grande parte reutilizados para outros fins no museu. No telhado de vidro, janelas e cortinas controladas por computadores abrem-se e fecham-se para manter a temperatura adequada dentro do ambiente e facilitar a passagem da brisa do Pacífico. Calças jeans velhas foram utilizadas no isolamento das paredes e uma barreira de vedação envidraçada possui células fotovoltaicas integradas que geram 15 % da energia elétrica que o edifício consome.

- Genzyme Center

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O Genzyme Center, sede mundial da empresa de biotecnologia Genzyme Corporation inaugurada 2003, recebeu o selo de platina do Green Building Council EUA graças aos seus princípios ambientais. O aproveitamento da luz natural e uso inteligente da água contribuíram para uma redução de 42 % dos gastos anuais em eletricidade e 32% do consumo da água.


- BedZED

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Este bairro construído no Reino Unidos em 2002 é considerado um modelo de sustentabilidade urbana. Ele segue uma filosofia de composição heterogênea dos seus residentes, e possui moradores de classe média, alta e baixa vivendo no mesmo local. O empreendimento ainda foi erguido com material de construção comprado na região, uso de materiais reciclados e mão-de-obra local, e possui um Clube do carro exclusivo para os moradores.


- Centro Ambiental Philip Merrill da Fundação Baía de Chesapeake

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Inaugurado em 2001, o Centro ocupa uma área construída de quase 3.000 m2 e segue padrões mundiais de conservação de energia, tendo recebido a certificação Platinum Rating do Green Building Council. Materiais reciclados e recicláveis foram usados na sua construção. Além disso, a utilização de um sistema de coleta de água de chuva associado a vasos sanitários compostáveis reduziu o consumo de água em 90%.

Fonte: http://gestambifsul.blogspot.com.br

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Habitação

O Ecocentro IPEC desenvolve técnicas e modelos de construção de habitações populares, de baixo custo, com materiais do local e primando pelo conforto de seus habitantes.

As tecnologias são simples e não requerem grandes conhecimentos técnicos, desenvolvidas para a aplicação popular, mas totalmente viáveis a arquitetura convencional. Conheça a seguir quais são técnicas, suas aplicações, características, matéria prima e vantagens.

Adobe (Módulo BioTerra)

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O adobe é uma técnica de construção natural onde o principal recurso utilizado para construí-lo é o barro, que é encontrado no próprio local da construção. O adobe foi utilizado por todas as grandes civilizações, podemos tomar por exemplo a Muralha da China, onde em boa parte de sua construção o bloco de adobe foi utilizado.

A fabricação dos blocos de adobe requer a mistura de barro, palha e água. Estes “ingredientes” são pisoteados até formarem uma massa homogênea. Após este processo, a massa é colocada em fôrmas de madeira chamadas de ”adobeiras” e finalmente os blocos são deixados em locais reservados para secar.

Vantagens do adobe:

  • Rapidez no preparo dos tijolos
  • Em locais onde o sol é frequente sua produção é mais rápida garantindo qualidade e durabilidade
  • O conforto térmico é muito agradável
  • Baixo custo pois o principal material para construí-lo pode ser obtido no próprio local da construção
  • Os tijolos podem ser usados em vários tipo de construção

COB (Módulo BioTerra)

O cob é uma técnica antiga, de origem inglesa, criada no século XIII. A construção com cob assemelha-se à produção de uma escultura: há total liberdade para inventar formas artísticas e utilidades para a habitação, como armários, fornos e bancos embutidos na própria parede.

Para aplicar essa técnica você precisa de um solo argiloso, água, pequenos detritos (pedras), areia e palha de arroz. Os materiais são misturados e pisoteados até formarem uma massa homogênea, com uma boa liga, para então serem aplicados, em forma de bolas de barro, diretamente na construção.

Vantagens da construção com cob:

  • Baixo custo
  • Materiais utilizados são de fácil obtenção
  • Oferece ótimo conforto térmico
  • Ótima qualidade do ar interno, pois as paredes de barro filtram o ar que entra na construção
  • Tem uma ótima resistência e um belo visual, não precisando de reboco
  • A mistura feita não precisa de fôrmas podendo ser aplicada diretamente na construção

Reboco Natural (Módulo BioTerra)

O reboco natural é uma alternativa ao uso do reboco de cimento normalmente usado nas construções convencionais. A técnica oferece um lindo aspecto “natural” às paredes da construção e sua qualidade é garantida pela composição natural do reboco, que utiliza itens como terra, cinza e óleo de linhaça.

Superadobe (Módulo BioTerra)

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Simples e eficiente. O superadobe é uma das mais populares técnicas de construção do Ecocentro IPEC. Criada pelo iraniano Nader khalili na década de 80, o superadobe logo obteve grande sucesso devido à baixa complexidade e requisitos simples: sacos de polipropileno e terra local.

A construção é simples, bastando que a terra local, umedecida, seja colocada em sacos de polipropileno e então socada (com o auxilio de um socador) em fiadas com até 20 cm de altura. Fiada após fiada, bem compactadas, a parede vai subindo. Quando a parede de superadobe chegar à altura desejada, basta retirar o saco de polipropileno das laterais e rebocá-la. Pronto, sua construção de superadobe não poderia ser mais simples!

Vantagens do superadobe:

  • Rapidez na conclusão da construção
  • Grande resistência, suportando conturbações variadas
  • Conforto térmico em dias quentes e frios
  • Custo baixo
  • Qualquer tipo de solo serve

Video:http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=tdCvBwQ-tsQ

Taipa de Pilão (Módulo BioTerra)

Uma das técnicas de construção alternativa mais difundida ao redor do globo, utiliza-se de uma mistura de solo e cimento socada dentro de fôrmas de ferro ou madeira. As fôrmas são montadas no local e devem resistir a pressão exercida pela terra quando esta for socada. A matéria prima é o subsolo do local adicionado de 10% de cimento formando uma mistura chamada de solo-cimento. Cerca de 90% do material de construção das paredes pode ser proveniente do próprio local da obra, reduzindo drasticamente os custos da construção. Além de todas as vantagens em termos de eficiência térmica da construção em terra.

Apesar de exigir um grande esforço físico, a taipa de pilão é um dos melhores alicerces encontrados na bioconstrução.

Vantagens da taipa de pilão:

  • 90% do material pode ser proveniente do próprio local
  • reduz drasticamente os custos da construção
  • eficiência térmica
  • compatível com grandes obras

Taipa Leve (Módulo BioTerra)

A taipa leve é uma técnica consagrada na Alemanha, sendo usada principalmente para fazer divisórias internas e compartimentos. Essa técnica utiliza principalmente a palha de arroz, o que garante um lindo visual natural.

Vantagens desta tecnologia:

  • Matéria prima de fácil obtenção
  • Baixo custo
  • Qualidade e resistência para fazer divisórias e compartimentos
  • Oferece um ótimo conforto térmico e acústico
  • O tempo gasto para fazer esse tipo de construção é mínimo

Tetos Vivos (Módulo BioCidade)

Além de diminuirem a emissão de calor para a atmosfera, os tetos vivos são uma forma de aumentar o conforto térmico na sua casa, melhorar o visual e contribuir para o sequestro de carbono.

Vamos construir mais um modelo de referência desta técnica recomendada para uma casa sustentável.

Jardins Verticais (Módulo BioCidade)

Falta de espaço não é mais problema para quem quer produzir alimento ou colorir sua casa com plantas vivas! Na parede ou na sacada é possível plantar muita coisa.

Tijolos de Solocimento

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Utilização de Resíduos (Módulo BioCidade)

Mosaicos

Geodésicas

Geodésicas são estruturas compostas de uma rede de triângulos que dá forma a uma superfície aproximadamente esférica. Nesta oficina você verá uma introdução teórica básica no conceito das estruturas geodésicas e prática com montagem de uma estrutura geodésica.

Veja no vídeo abaixo a montagem de uma geodésica no Ecocentro IPEC:

Bambu

Fardos de Palha

Fonte: http://www.ecocentro.org

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Fibras de aço totalmente recicladas

Por Lessandra Lara em Construção Civil no dia 17 de junho de 2011

A Locaville, empresa especializada em locação e venda de equipamentos e acessórios para construção de pisos industriais, criou a EcoFibra, uma fibra produzida a partir de aço reciclado e usada na mistura de concreto aplicado para execução de pisos industriais. Este material substitui a tradicional tela de aço e é ecologicamente correto, diferentemente das existentes no mercado que são produzidas a partir de aço virgem.

A matéria prima da EcoFibra vem de chapas de aço descartadas por indústrias em geral. A Locaville compra este material, que poderia se perder e continuar poluindo o meio ambiente, e o submete a um processo de produção específico para obter as melhores características de desempenho e maior aderência ao concreto, garantindo que o resultado final seja eficiente.

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Esse processo de reciclagem minimiza a quantidade de poluentes dispersados no ar, já que, segundo o Inventário de Emissão de CO² da CETESB de 2006, a indústria do aço emite 1,46 toneladas de CO2 para cada tonelada de aço produzido. Somente o setor da construção civil brasileiro consome mais de 30% da produção nacional do minério.

A empresa que optar pela EcoFibra, contará com um piso industrial de alto desempenho, além disso, terá sua marca associada ao conceito de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente, e será avaliada pela sua capacidade de responder de forma positiva aos desafios ambientais de sua sociedade podendo assim, juntamente com outras medidas sustentáveis, requisitar certificações verdes para suas construções.

Fonte: http://www.blogdaconstrucao.com.br

terça-feira, 7 de maio de 2013

Casas do futuro

Associar uma grande caminhonete gastando combustível com os efeitos do aquecimento global é algo evidente. O que pouca gente imagina é o potencial de poluição de um imóvel. Segundo o Departamento de Energia dos Estados Unidos, as construções são responsáveis por 39% de todo o consumo energético e por um porcentual semelhante de emissão de gases do efeito-estufa. Diante disso, o diário americano The Wall Street Journal convidou quatro escritórios de arquitetura a projetar o que eles entenderiam como as casas ecologicamente corretas do futuro. Não era preciso se preocupar com questões como custo, estética e o modo como as pessoas estão habituadas a morar.

A ideia era apresentar projetos inovadores, mas não impraticáveis. E surgiram propostas muito curiosas, como a "casa-camaleão". Confira abaixo a proposta de cada escritório.

Casa-camaleão

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Imagine uma residência que se "adapte" ao clima externo. Esta é a proposta do escritório Cook and Fox, de Nova York, que desenhou a casa-camaleão: suas paredes são cobertas por uma camada "biomórfica" que reage às mudanças climáticas. Ela escurece quando o sol está forte, para isolar a construção do calor, e se torna mais clara nos dias nublados para absorver a maior quantidade possível de luz. A fachada é projetada para captar a água da chuva para suprir as necessidades de água da casa - mais um paralelo com o réptil, que absorve pequenas gotas de orvalho pelo nariz e as leva para a boca. Essas inovações fazem parte do conceito de biomimetismo. Apesar de suas soluções modernas, a casa-camaleão é planejada para não destoar de residências vizinhas tradicionais.

Casa-comestível

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Não é à toa que o escritório Rios Clementi Hale denominou seu projeto de "A Incrível Casa Comestível". A fachada da residência de três andares é dominada por uma horta vertical, que inclui grão-de-bico e tomate e chá-verde, entre outros vegetais. Além de alimentar os moradores e fornecer sombra constante, absorve o calor de forma mais eficiente que os materiais tradicionais. O telhado funciona como um reservatório que armazena água e mantém a temperatura interna agradável. Certamente não é uma casa bonita pelos padrões estéticos convencionais, mas chama a atenção

Casa-árvore

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A casa projetada pelo escritório McDonough and Partners tem várias fatores de eficiência energética. A superfície da residência, tal qual uma folha, contém uma camada fotossintética que captura a luz do sol. Ao contrário dos painéis solares convencionais, retangulares e obrigatoriamente instalados num espaço plano, esses receptores podem ter formato maleável, numa cobertura em curva. Além de aquecer a água e gerar energia para a casa, liberam oxigênio para a atmosfera, compensando as emissões de gás carbônico de outras áreas do imóvel. O "tronco" da casa-árvore, ou seja, sua sustentação, dispensaria a madeira ou metais; no lugar deles, estruturas de carbono, mais leves. E as "raízes" seriam um sistema de troca de calor do solo com o ar do entorno da casa, que permite deixar a residência mais quente no inverno e mais fresca no verão.


A casa do passado

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Para os arquitetos do escritório Mouzon, olhar para o futuro não significa necessariamente dispensar técnicas antigas. A casa verde projetada por eles contém ideias conhecidas há muito tempo para a redução do uso de energia. Uma delas é o efeito-chaminé. A residência explora bastante esse recurso, que funciona assim: a diferença de pressão faz com que o ar mais quente da chaminé suba e "empurre" para baixo o ar mais fresco do ambiente externo, fazendo com que ele entre na casa pelas portas e janelas e deixe a casa mais ventilada, com uma temperatura agradável. Outra proposta simples é colocar tanques com tilápias nos jardins ao redor da casa para fornecer alimento de forma simples ao proprietário. "Está entre os meios mais energeticamente eficientes de produzir proteína animal", diz Steve Mouzon, chefe do escritório.

Fonte: http://revistaepoca.globo.com

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Bioconstrução: construindo com a TERRA!

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A cada dia vem crescendo o interesse das pessoas pela bioconstrução, construção natural ou bioarquitetura. Mas o que seria isso? Mais uma forma de ‘marketing verde’ ou realmente uma mudança dos padrões e técnicas das construções convencionais?

A bioconstrução é a harmonia entre a edificação e o ambiente na qual será inserida. Buscando elevar o grau de interação dessa edificação com o seu entorno e os vários seres que a habitam. Utilizam-se materiais e recursos do próprio ambiente em que a edificação será construída. Apresentando um caráter local ou regional, visando assim, um menor impacto para o meio ambiente.

A terra, devido à sua versatilidade e ampla disponibilidade, tem sido utilizada como material de construção em todos os tempos e continentes. É um dos mais antigos materiais de construção do planeta. Há mais de dez mil anos o homem já usava o barro para levantar casas. Mesmo hoje em dia, estima-se que mais da metade da população do mundo viva em habitações de barro.

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A construção com terra assume diversas formas, todas elas resultam em obras sólidas e bonitas, que resistem ao tempo e ao uso, incluindo adobe, cob, taipas e fardo de palha. Essas formas de construção com barro são endêmicas em toda Europa Ocidental e Central, no Oriente Médio e na Península Arábica, Índia, China, África Equatorial e no centro-oeste do continente americano.

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No entanto a terra continuou sendo utilizada como principal material para construção em diversos países.

Bioconstruções que atravessaram séculos no Brasil e no Mundo:

- Parte dos 9000km da Muralha da China foi feita utilizando a técnica Taipa de Pilão, perdurando por mais de 2000 anos.

- A antiga cidadela de Arg-é Bam no Irã foi a maior construção de adobe do mundo, datando 500 A.C. Infelizmente em 2003 a construção e as cidades no entorno foram destruídas quase por completo por um terremoto.

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O Templo do Sol (Huecas del Sol) no Peru, conta com mais de 100 milhões de tijolos de adobe. Outras construções importantes de barro no Peru são: a cidade inca Tambo Colorado e a cidade de Chan Chan na costa norte, um dos sítios arqueológicos mais preciosos do mundo.

- A região de Devon na Inglaterra é tradicional pelas suas construções de Cob.

- A cidade de Santa Fé nos Estados Unidos é outra cidade com diversas construções de Adobe esbanjando luxo e modernidade. Com destaque da torre do Museu de Poeh, a mais alta estrutura de adobe do Novo México.

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- No Brasil a construção com barro é difundido principalmente no Norte e Nordeste do país, mas como são construções que não observam os cuidados necessários acabam sofrendo rápida degradação. Contudo as cidades históricas de Ouro Preto em Minas Gerais e Pirenópolis em Goiás mostram a durabilidade da construção com terra.

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O Cob foi muito popular na Europa no século XIII, tornando-se padrão em muitas partes do Reino Unido, permanecendo assim até a Revolução Industrial. Com o surgimento das máquinas a vapor e das ferrovias acabaram reduzindo drasticamente o preço do transporte e popularizando o tijolo cozido (convencional). A siderúrgica permitiu o barateamento do ferro e possibilitou a fabricação de pequenas peças desse metal fundido, revolucionando a construção civil, entre outras áreas.

A Revolução Industrial nos trouxe as máquinas a vapor, indústrias, ferrovias, energia elétrica, petróleo, energia nuclear e hoje a informática e a robótica. Rompeu a barreira do desenvolvimento econômico, tecnológico e científico e deu aos homens a visão do ‘progresso’. Em nome desse ‘progresso’ acentuamos um dos maiores problemas da humanidade, o consumo exagerado e a destruição do recursos naturais.

Um dos principais poluidores e agentes dessa destruição está na maneira em que construímos. A indústria da construção civil é hoje responsável pelo maior consumo dos recursos naturais no planeta. Hoje são destinados para construção civil ¼ da madeira extraída, 2/5 da energia consumida e 1/6 da água potável.

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Foi buscando soluções para esses e outros problemas que surgiu o Ecocentro IPEC. Há 14 anos vem desenvolvendo, aperfeiçoando e experimentando técnicas para construir sustentavelmente. Utilizando a confiabilidade e solidez de séculos das técnicas antigas, tais como, adobe, cob e a taipa de pilão. E buscando ao redor do mundo e do Brasil novas técnicas para experimentar, adaptar e inserir no Ecocentro, como o superadobe, taipa leve , bloco in-loco, tijolo de solocimento e o tijolo armado. Os materiais e técnicas modernas foram aproveitados para melhorar ainda mais a qualidade, a durabilidade, o conforto térmico e a sanidade destas construções.

Caminhando pelo Ecocentro pode-se ver diferentes técnicas da construção natural. Sendo um centro de pesquisa, quase todas as edificações apresentam diversas técnicas de diferentes maneiras e designs. Sempre visando um mínimo impacto ao meio ambiente e na maioria das vezes melhorando a biodiversidade e os seus habitats naturais.

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Um bom exemplo é a Vila Ecoversitária que utilizou a terra do local e onde escavado fizeram-se laguinhos, melhorando o microclima, aumentando a biodiversidade, além de um ambiente mais agradável e bonito.

A Cúpula ‘Centro Bill Mollison de Estudos Sustentáveis’ é a construção mais formidável e imponente pelo seu tamanho e beleza arquitetônica. É toda construída com tijolos de solociomento.

No Sítio Sustentável foi utilizado o bloco in-loco, na Cozinha Industrial o superadobe, na administração o superadobe e o fardo de palha, na recepção o bloco in loco, banheiros coletivos e todas as cisternas de ferrocimento e nas casas dos moradores e eco cabanas foram utilizadas praticamente todas as tecnologias. Além do Museu do Solo que expõe detalhadamente algumas técnicas e seu processo de construção.

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A terra crua como material de construção:
• regula a umidade ambiental,
• regula a temperatura interna,
• são totalmente recicláveis,
• diminuem a contaminação ambiental,
• são mais economicas,
• economizam energia,
• e são muito mais divertidas para construir!

A alta durabilidade e resistência já vem sendo testada a milênios. Agora só falta você por a mão na massa!!!

por Lumiar Ramos
O que está esperando!!!
Para ver mais sobre as construções naturais, aprender suas técnicas e colocar o pé e mão na massa faça o curso BioTERRA!!!!

Clique no link abaixo para saber mais sobre o Bioconstruindo TERRA!

http://www.ecocentro.org/curso/bioconstruindo/bioterra/

Veja um video curto sobre as oficinas do BioTERRA (abaixo):

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Pbo2D5YQMA4

domingo, 5 de maio de 2013

7 construções verdes do futuro

Já imaginou como serão os prédios do amanhã? Confira a seguir uma seleção de projetos sustentáveis fora do comum.

China quer "Vale do Silício" verde

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A área montanhosa de Miaofeng, localizada a cerca de 30 km a oeste de Pequim, está com os dias contados para se tornar uma espécie de Vale do Silício ecológico. Próxima à metrópole urbana de Beijing, a nova cidade vai combinar institutos de pesquisas científicas com foco em inovação, meio ambiente e desenvolvimento de tecnologias de ecoeficiência urbana.

Além disso, o projeto prevê a criação de vilas sustentáveis, com capacidade para até 50 mil pessoas. Quem assina o design é a empresa finlandesa Eriksson Architects, em colaboração com a consultoria Eero Paloheimo. Com ambições de ser neutra em carbono, o Mentougou Eco Valey pretende reduzir em um terço a sua pegada ambiental, quando comparada a de uma cidade tradicional e de tamanho similar. Atualmente, o projeto aguarda aprovação das autoridades chinesas para poder captar recursos junto a investidores.

Coréia do Sul é dominada por "montanhas verdes"

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Gwanggyo é um bairro planejado da cidade de Seul, Coréia do Sul. Idealizado pelo escritório MVRD para abrigar cerca de 77.000 habitantes, o projeto venceu um concurso para um novo centro urbano no país. Os edifícios são compostos por anéis de deslocamento, que servem a um propósito duplo: disponibilizam espaços amplos nos terraços e permitem a criação de átrios interiores que podem ser utilizados para reuniões públicas. Toda a cobertura dos edifícios e os terraços foram concebidos com um sistema de circulação que permite a manutenção, irrigação e armazenamento de água. As construções futuristas abrigarão escritórios, residências e centros comerciais.

Masdar City, o futuro nasce em Abu Dhabi

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A primeira cidade carbono-zero é uma visão do futuro que está virando realidade em pleno deserto árabe. Em construção nas areais do emirado de Abu Dhabi, Masdar City quer se tornar um exemplo mundial de comunidade sustentável e auto-suficiente em energia - a qual será garantida quase na totalidade por sistema solar.

A iniciativa vai abrigar 40 mil habitantes e 1,5 mil empresas de tecnologia limpa, além do já operante Masdar Institute of Science and Technology, uma universidade com foco em pesquisa e inovação, desenvolvida em cooperação com o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e o Imperial College. O Emirado planeja suprir 7% de suas necessidades energéticas com fontes renováveis em apenas uma década. Há dois anos em construção, sob tutela da firma Foster & Partners, e orçada em 22 bilhões de dólares, Masdar City deverá ser concluída em 2016.

Hong Kong vai ganhar um porto ecológico

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Longe de um exercício de futurologia, Hong-Kong começou a construir há pouco mais de uma semana aquele que pretende ser o primeiro terminal portuário sustentável do mundo. Projetado pelos escritórios de design Kai Foster Partners, ele vai ocupar as pistas de um aeroporto abandonado que fica a leste do tradicional porto local do país.

Destinado, em princípio, para receber os navios de cruzeiros, o terminal terá outras atrações, como um imenso parque verde no topo, além de uma ampla área livre para a realização de eventos a beira mar. Os salões principais, que chegam até 70 metros de pé direito, foram meticulosamente projetados para aproveitar ao máximo a incidência de luz natural.

Zorlu Ecocity, uma cidade dentro da outra

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O tráfego de veículos e pessoas no centro histórico de Istambul, na Turquia, é tão intenso que os gestores da cidade estão tentando multiplicar o número de centros urbanos locais para preservar as áreas mais antigas. Zorlu Ecocity faz parte desse plano. Como uma cidade dentro de outra, esse centro sustentável e 100% planejado serviria à comunidade como uma cidade comum, um lugar para ser viver e trabalhar – só que sem o caos do trânsito, a aridez da paisagem e a poluição sonora e visual caracteristicamente urbanoides.

Suas 14 torres verdes terão entre 8 e 26 apartamentos cada e abrigarão residências, escritórios, hotéis e até mesmo um centro de repouso para idosos. E nada de estacionamento nas ruas, atrapalhando o trânsito e a travessia de pedestres: a cidade poderá receber até seis mil carros em um porão subterrâneo de sete andares. Farta de espaços verdes, o projeto de Zorlu foi concebido pelo badalado escritório oriental de 'eco-arquitetura' Yeang Llewelyn Davies.

Swimming City, uma cidade flutuante para prática esportiva

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Em razão do derretimento das calotas polares, os seres humanos serão obrigados a viver em embarcações ou cidades flutuantes, em meados do terceiro milênio. Essa predição nada agradável é, na verdade, o pano de fundo da produção americana "Waterworld", estrelada por Kevin Costner, em 1995. Apesar de fictício, o cenário serve de inspiração para projetos futurísticos em um mundo severamente afetado pelas mudanças climáticas.

É o caso da plataforma flutuante "Swimming City", uma cidade sustentável voltada para programas de bem estar, práticas esportivas, entretenimento e "o que mais você puder imaginar", segundo seu criador, o húngaro Andras Győrfi, de 27 anos, vencedor do concurso americano de design gráfico Seastead. À semelhança de um flutuante "Club Med", a cidade convida ao relaxamento, com seus equipamentos de lazer, uma grande piscina, anfiteatro ao ar livre, heliporto, entre outros atrativos. Carros não têm lugar aí, já que cada esquina é facilmente acessada a pé por caminhos paisagísticos.

No deserto do Qatar, surge um “prédio cacto”

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O Ministério das Relações Municipais e da Agricultura do Qatar, no Oriente Médio, está preparando a construção de um novo prédio comercial que tem a forma de um cacto. Desenhado por um escritório de arquitetura tailandês, o edifício se utiliza de estratégia semelhante a de um cacto para sobreviver no ambiente quente e seco, característicos dos desertos árabes.

A exemplo daquela planta, que durante a noite “transpira” para reter a água ao longo do dia, a construção também contará com um sistema que abre e fecha ventanas, criando sombras e controlando a temperatura interior de acordo com as variações de temperatura. O projeto é parte de um programa bilionário de incentivo à construção verde para racionalizar o uso de energia no país.

Fonte: http://borgesengenheiro.blogspot.com.br

sábado, 4 de maio de 2013

Telha de PET - Telha Leve - Menegari Brasil Sustentabilidade

 

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Produto
As Telhas Leve são produzidas a partir de material reclicado, neste caso as garrafas PET. O resultado é um produtomoderno e de extrema leveza – 5,8 Kg / m2, livre das porosidades que normalmente se “enraízam sujeiras” nas telhastradicionais.


Proteção de raios UV
O raio Ultra Violeta (UV) é um desagregador molecular e conseqüente degradador dos elementos expostos ao mesmo. Com base nesse fato, a Telha Leve possuem Aditivos de Proteção Anti UV, que lhes proporcionam uma excelente resistência à Radiação Solar, evitando com isso a sua degradação.


Design
As Telhas Leve são produzidas simulando uma seqüência de três Telhas Romanas tradicionais, com a vantagem de
serem exatamente iguais em suas propriedades e dimensões, graças ao seu processo de injeção. Estão disponíveis nas cores “Marrom Cerâmica” e “Translúcida” (passagem de luz) para entrega imediata e outras cores “sob consulta”.


Onde utilizar?
As Telhas Leve oferecem inúmeras possibilidades de aplicação : Telhados & Coberturas Residenciais, Comerciais, etc… Fachadas, Forros (seu sistema de fixação permite aplicações de até 180o ).
Ideal para Escolas, Creches, comércio, etc.., onde a sua leveza (minimiza a possibilidade de acidentes)

Montagem
Sistema de montagem/aplicação simples prático e ágil, utilizando apenas 1/4 do tempo de montagem de telhados
convencionais, com velocidade de aplicação de no mínimo 50m2 / Homem / dia.

www.menegaribrasil.com.br

Fonte:http://guia.construcaoeficiente.com.br

sexta-feira, 3 de maio de 2013

O que é Bioarquitetura?

 

É um ramo da arquitetura que busca construir imóveis em harmonia com a natureza, com baixo impacto ambiental e custos operacionais reduzidos

É um ramo da arquitetura que busca construir imóveis em harmonia com a natureza, com baixo impacto ambiental e custos operacionais reduzidos. Os adeptos do conceito, surgido nos anos 1960, priorizam o uso de técnicas construtivas sustentáveis (tijolo adobe, cimento queimado ou taipa de pilão, entre outras) e matérias-primas naturais, recicláveis, de fontes renováveis e que não possam ser aproveitadas integralmente. Bambu, palhas e madeira reflorestada, ou proveniente de manejo certifi cado, são bastante utilizados, enquanto o alumínio, apesar de reciclável, é evitado por conta do impacto ecológico de sua fabricação.

A bioarquitetura também dá preferência a mão-de-obra e produtos locais, pois essa é uma forma de incentivar a economia da região e minimizar a necessidade de transporte - o que reduz o custo da construção e a emissão de poluentes. Os empreendimentos são pensados para serem sustentáveis também depois de prontos. Assim, adotam-se sistemas de iluminação e ventilação naturais e equipamentos de energia renovável, como painéis solares para aquecimento da água dos chuveiros, além de sistemas de captação de água de chuva e de reuso de água.

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Arquitetura Ecológica e Construção Sustentável - ARQUITETURA AMBIENTAL construções ecológicas

 

Arquitetura Ambiental é uma proposta de trabalho focada em arquitetura ecológica e design sustentável.


Nossos projetos se apóiam na sustentabilidade e tem como ferramenta e método a permacultura. Acreditamos que a inovação está em propor soluções técnicas que sejam ecologicamente corretas, socialmente justas, economicamente viáveis e culturalmente aceitáveis. Esses valores norteiam o nosso trabalho e nos favorecem atingir níveis satisfatórios de sustentabilidade na prática.


Atender às necessidades atuais da humanidade e garantir a preservação, manutenção e conservação do planeta para
que as futuras gerações possam atender às suas próprias necessidades é muito mais que um modismo ou um discurso oportuno para fazer bons negócios, e sim um dos grandes desafios para o século XXI.


Planejar e construir sistemas vivos e que não debilitem os ecossistemas da Natureza é o que fazemos com empenho e dedicação.


Por isso entendemos que a preocupação ambiental deve permear todas as etapas de um projeto de bio-arquitetura:
desde o levantamento, planejamento, diretrizes, materiais e técnicas construtivas utilizadas, até a execução da obra e sua manutenção.


Atuação profissional:
- Projetos de Bioarquitetura e Execução de Obras
- Consultoria em Sustentabilidade
- Design Sustentável
- Saneamento Ecológico
- Paisagismo Produtivo


www.arquiteturaambiental.com

Fonte:http://guia.construcaoeficiente.com.br

quarta-feira, 1 de maio de 2013

CASA SUSTENTÁVEL: TIJOLO SOLO-CIMENTO

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No post de hoje vamos falar um pouco sobre a técnica construtiva escolhida. Foi escolhido o sistema dealvenaria de tijolo solo-cimento, também conhecido como tijolo ecológico. A escolha se deu por duas razões principais: por ser um material de baixo impacto ambiental e por ter custo inferior à alvenaria convencional.

O tijolo solo-cimento tem baixo impacto ambiental por várias razões:

1. O tijolo é composto por terra, água e cimento e produzido através de prensagem. Diferentemente do tijolo convencional, não precisa ser cozido em fornos, eliminando assim a utilização de lenha e a derrubada de árvores. Sem lenha também não há fumaça e, por consequência, não há emissão de gases de efeito estufa.

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2. Esse tipo de alvenaria gera menos resíduos na obra já que o sistema é modular e cada fiada é definida no projeto, iniciando e terminando em tijolos inteiros, não havendo necessidade de quebras. Além disso, por possuir furos, toda parte elétrica e hidráulica pode ser conduzida sem necessidade de quebras nas paredes.

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Modulação do tijolo solo-cimento.

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Exemplos de passagens hidráulicas.

3. Não há necessidade do uso excessivo de massa no assentamento, usa-se apenas pequena quantidade de massa fina ou cola branca para “colar” os tijolos.

4. O tempo de construção pode ser reduzido em até 50%, otimizando os custos e gastos energéticos.

5. É possível utilizar apenas um impermeabilizante como acabamento (externa e internamente), não havendo necessidade de chapisco, reboco, emboço, cal fino e pintura.

6. O tijolo solo-cimento oferece ótima solução de conforto térmico, mantendo as temperaturas internas da edificação agradáveis no calor e no frio.

7. A durabilidade é maior do que qualquer outro tipo de alvenaria.

Mostramos agora uma breve comparação entre os custos dos tijolos de solo-cimento e as alvenarias convencionais, extraída do site www.tijol-eco.com.br:

Alvenaria convencional – custo por m²: R$ 75,00

Alvenaria de tijolo solo-cimento – custo por m²: R$ 38,00

Neste comparativo fica evidente a vantagem econômica em se utilizar a alvenaria com tijolo solo-cimento ao invés da convencional.

Escolhemos como parceiro para fornecimento do tijolo de solo-cimento da obra a Eco Produção, uma empresa de Piraquara-PR que atua há anos na produção desse produto com alta qualidade. Na sequencia veja um vídeo produzido pela Eco Produção que esclarece alguns detalhes sobre a técnica.

Video:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=XsJlW5fl5RY

No site da empresa é possível acessar mais informações além de um manual prático do processo construtivo.

Nos próximos posts apresentaremos mais detalhes sobre a técnica construtiva do tijolo solo-cimento mostrando as fases da obra da nossa Casa Sustentável. Até lá!!

Fontes das informações e imagens apresentadas: www.tijol-eco.com.br e www.ecoproducao.com.br.

Fonte: http://tellus.arq.br