A construção verde ou sustentável é uma abordagem ambientalmente consciente e eficiente para a criação de estruturas que leva em conta todo o seu ciclo de vida, desde os materiais utilizados até a eficiência do seu uso e disposição dos resíduos decorrentes.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Belos, finos e sustentáveis

 

No piso ou na parede, beleza e resistência andam juntas. Da preocupação com o meio ambiente surgem os pisos ecológicos. Para facilitar a instalação, vêm com tudo os porcelanatos ultrafinos. Para enfeitar a vida, a aposta são os desenhos impressos

Texto Marilena Degelo Repórter de imagem Kátia Elena Rosa Fotos Carlos Cubi

Enquanto aumenta o número de empresas que investem em pisos e revestimentos sustentáveis – sem gerar poluição e consumir energia com a queima em fornos e feitos com mais de 50% de materiais reciclados –, as indústrias de porcelanatos desafiam os limites de resistência em novos tamanhos. Agora, além de grandes formatos, de até2x1m, foram lançados os modelos slim, de 3,5 mm a 6 mm de espessura. Ao lado dos finíssimos, as peças de cerâmica com espessura padrão, de11 mm, ganham estampas florais e grafismos. Tudo pela praticidade e elegância. Selecionamos as principais novidades de 2010 e tiramos as dúvidas de cada segmento:


Ecológicos sem mistério
■ São feitos de cimento, areia e agregados. Alguns incluem material reciclado (pneu, vidro, porcelanato, garrafas pet, espelho e cerâmica). Prensados e secos a frio, não têm queima em forno, o que geraria poluição e alto consumo de energia.
■ Os lisos revestem pisos e paredes de todos os ambientes. Não são indicados para o boxe do banheiro.
■ Os com alto-relevo vão apenas na parede. Para áreas externas, há pisos mais resistentes e drenantes, que suportam até 25 toneladas.
■ Na limpeza diária, basta pano seco para remover o pó dos cimentícios em áreas interna ou externa coberta. Polidos e impermeabilizados ou óleo fugantes são resistentes a riscos e absorção. Podem receber cera incolor. Em caso de mancha, use detergente alcalino ou produto do fabricante.
■ Os pisos de áreas externas descobertas não são polidos. Como ficam mais porosos, devem ser limpos com máquina de água sob pressão. Nas manchas, aceitam produtos de limpeza pesada.
■ A colocação do drenante lembra a preparação de um vaso antes do plantio. Após nivelar o solo, deve-se colocar uma camada de pedriscos, a manta bidim e, por fim, a areia socada. É necessário assentar as peças e preencher o vão entre elas com areia, sem jogá-la em cima. Durabilidade igual à do concreto.
■ A colocação dos outros ecológicos é como a dos demais pisos. Para evitar trincas, os formatos grandes devem ser assentados com argamassa flexível e dupla colagem. Podem ou não receber rejunte fornecido pelo fabricante.

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1. Com 50 % de fragmentos de porcelanato reaproveitável, o Ecologic Stone, da Gyotoku, mede 60 x 60 cm e tem 2 cm de espessura. Preço: R$ 230 o m²
2. Ondas e malto - relevo caracterizam o cimentício com óleo fugante Marine Branco, da Castelatto, com 75 x 50 cm e 2,5 cm de espessura. Preço: R$ 340 o m²
3. Cimentício com óleo fugante, o Lêmini Fendi é um dos lançamentos da Castelatto. Com 2,5 cm de espessura, mede 60 x 60cm e custa R$ 340 o m²
4. Feito com 82 % de cerâmica reaproveitada de descarte, o Drenac Areia, da Gyotoku, possui 6cm de espessura. A peça de 40 x 40cm sai por R$ 120 o m²
5. Mistura de quartzo (93%) e resina (7%), o cimentício da Ecoart é vendido em placas de 1,18 x 1,18 m, com 1,2 cm a 3 cm de espessura. O preço varia de R$ 330 a R$ 480 o m²
6. Arabescos em baixo - relevo decoram as peças de 50 x 50 cm da linha Florealida Santorino. Feitas de concreto com 3 cm de espessura, saem por R$ 240 o m²
7. Em cinza-escuro, este cimentício da Ecoart possui 93 % de quartzo e 7 % de resina. As placas de 1,18 x 1,18 m têm espessura entre 1,2 cm e 3 cm, que custam de R$ 330 a R$ 480 o m²
8. Ideal para área externa, o cimentício Fendi Permeare, da Solarium, possui formato irregular e 4cmde espessura. Cada peça, de 50 x 50 cm, custa R$ 45
9. Estrela é um dos modelos personalizados da linha Ecotile, da Antigua, composto 75 % por material reciclado. Com 11mm de espessura, cada peça de 50 x 50 cm fica em R$ 69,50
10. Cimentício ecoeficiente da linha Gaya, da Concresteel, com 2 cm de espessura e formatos de 0,50 x 0,50 m até 1,5 x 1 m. Sai por R$ 100 o m²
Porcelanato: tire suas dúvidas
■ Existem dois tipos de porcelanato: o técnico e o esmaltado. O primeiro é mais nobre porque tem massa plena (de argila),com absorção menor de manchas e alta resistência à abrasão. Pode ser natural, polido ou acetinado. O esmaltado possui resistência menor e absorção maior.
■ Não há como evitar riscos e manchas. São menos visíveis apenas nos naturais, por não serem polidos. Mas esses modelos não podem ser restaurados, como o acetinado e o polido, o que os torna mais duráveis. O esmaltado não é recuperável.
■ Há peças especiais para piso e parede. Os ultrafinos podem cobrir parede e serem aplicados diretamente sobre outro piso, sem a necessidade de retirá-lo.
■ Na limpeza diária, use detergente neutro e álcool. Em sujeira difícil, passe saponáceo com esponja dura. Nunca cera.
■ Os fabricantes têm removedor específico para cada mancha: café, óleo, vinho, sangue e molho. Alguns porcelanatos aceitam outros produtos. Evite os corrosivos, que tiram o brilho das peças.
■ O esmaltado é escolhido pelo código PI, que deve estar na caixa. O número define a resistência ao tráfego na área: sala, quarto e banheiro, PI2; cozinha, PI3; garagem, PI4; e externa, PI5.
■  Os técnicos recebem abrasão profunda, o que os torna resistentes para todas as áreas. Por isso, não têm código PI. São sempre retificados e pedem junta menor que outros pisos, que precisam de mais espaço porque sofrem maior expansão volumétrica.Porcelanato: tire suas dúvidas 

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PORCELANATOS SLIM
1. Com 3,5 mm de espessura, o Dark Gray, da linha Laminum Beton da Eliane, é o porcelanato mais fino do país. A peça de 1 x 1m custa R$ 211,05 o m²
2. Da linha Slim, o porcelanato Pietra, da Portinari, possui 5,5 mm de espessura. As peças de 90 x 90 cm têm preço de R$ 259,90 o m²
3. Monocromático em preto, o porcelanato Slim Black, da Neostone, tem 4 mm de espessura. Mede 60 x 60 cm e sai por R$ 254,96 o m²
4. Extrafino, o porcelanato Thenac Stone, da Portobello, possui 4,7mm de espessura. Com medidas de 60 x 60 cm, custa R$ 99,90 o m²
5. Resistente para piso e parede, o porcelanato Sense White, da Gyotoku, tem 6 mm de espessura. A peça de 60 x 60 cm fica em torno de R$ 100om² 

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ESTAMPADOS
1. Com desenho geométrico pontilhado estilo retrô, o azulejo Forma é da linha Elegance da Portinari. Cada peça mede 15 x 60 cm e custa R$ 20,90
2. Delicada, a estampa colorida de ramos de flores está impressa na cerâmica Lamur, da linha Printemps da Eliane. Com medidas de 44 x 88 cm, custa R$ 168,55 o m²
3. Estampada de xadrez azul, a cerâmica DecorTileséda linha Premium da Eliane. A caixa com duas peças de 44 x 88 cm custa R$ 139,50
4. Com listras ultrafinas, a cerâmica Colore Línea Lilla, da Gyotoku, existe para piso, nas medidas de 42 x 42 cm (foto), e para parede. Sai em média por R$ 25 o m²
5. Adamascado, o porcelanato Paper Negro, da Neostone, é da linha slim, com 4 mm de espessura, e mede 44 x 88 cm. Preço: R$ 332,56 o m² ESTAMPADOS

Source: http://revistacasaejardim.globo.com

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Energia Eólica - Ecocasa

 

ENERGIA RENOVÁVEL, LIMPA, DE ALTA QUALIDADE E CONFIÁVEL
O sistema, quando previsto armazenamento, utiliza BATERIAS, dimensionadas geralmente para suprir até três dias e
noites com ventos insuficientes, possibilitando a autonomia do sistema. Incorpora também CONTROLADOR ou REGULADOR DE CARGA, que carrega adequadamente a bateria, protege contra sobrecargas e descargas excessivas, etc., e INVERSOR, que converte energia elétrica DC (corrente contínua) em energia AC (corrente alternada) para
possibilitar a alimentação de cargas AC, geralmente em 110V.

APLICAÇÕES
Bombeamento de água
Iluminação residencial, comercial e pública
Computadores e internet
Televisores e parabólicas
Rádios e celulares (telecomunicações)
Freezers e geladeiras especiais
Sistemas de segurança
Outros


VANTAGENS
Confiável, fontes inesgotáveis e gratuitas
Energia limpa, sem poluição ou qualquer resíduo
Alta qualidade, sem harmônicas e sem ruídos
A instalação do sistema, que é modular, pode ser realizada tanto em obras em andamento como em construções
finalizadas

Fonte:http://guia.construcaoeficiente.com.br

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Construir com resíduos

 

O conceito deste tipo de habitação parte de um espírito de reciclagem combinado com a utilização de energias renováveis, com o que se pretende, além de torná-las muito econômicas, ajudar a descontaminar e a diminuir o impacto sobre o meio ambiente e permitir sua integração ao mesmo.


Em um jornal londrino, recentemente, vejo a notícia de que a Inglaterra -Brighton e em Fife, Escócia- converteu-se no primeiro país da União Européia em aceitar, oficialmente, a edificação de casas ecológicas elaboradas a base de materiais de rejeitos (Lixo), conhecidos como “Earthships” (do inglês "barco terrestre", "navio de terra", ou apenas eco-casas) feitas completamente de material reciclado: garrafas, latas de alumínio e lataria de automóveis, dentre outros.


O "Earthship" é um modelo arquitetônico de habitação autônoma desenvolvido há mais de 30 anos a partir dos trabalhos originais do arquiteto norte-americano Michael Reynolds, baseado principalmente em quatro elementos:


1- A orientação da casa para o sul (Nota do Tradutor: No hemisfério sul, caso do Brasil, entenda-se para a face Norte) -válido para o hemisfério norte e onde há estações- com um projeto que permita uma ótima captação da luz e do calor solar. Esta energia passiva é obtida com a construção de muros nas faces Norte, Leste e Oeste, e uma face Sul inteiramente aberta ao exterior mediante cristais.


2- Utilização de latas usadas, colocadas em posição horizontal, como se fossem grandes tijolos, recheadas de terra compactada, para as paredes externas da casa, resultando numa parede incrivelmente estável, com os benefícios da massa térmica que permite manter dentro da habitação uma temperatura média constante entre 15 e 20o. C. Trata-se do princípio pelo qual o calor se transfere das áreas quentes às frias de maneira que se tornam frescas durante o dia e quentes à noite. Para as paredes internas, utilizamse latas e garrafas.

3- Utilização de energias pouco contaminantes, como a solar e do vento para o consumo doméstico, que, além de ser baratas e "limpas", tornam possível a construção do "earthship" em qualquer lugar por sua
independência das redes de abastecimento habituais.

4- Instalação de sistemas de captação e armazenagem de água, assim como o tratamento de águas residuais graças a um sistema de filtros e drenagem, o que minimiza e melhora o consumo.

Um aspecto bem importante é que este tipo de construção utiliza em torno de 10% da energia que normalmente demanda a construção de uma habitação, se levamos em conta a empregada em cada um dos
processos de transformação dos materiais de construção (exemplo: cimento, cerâmicas, plásticos...) e a correspondente à calefação, resfriamento e iluminação de uma residência. Vale a pena recordar que, no mundo, 50% dos gases que aquecem a atmosfera são produzidos pela indústria da construção, mais do que por aviões ou automóveis.

 
Isso me leva a pensar a "vantagem" que, nesse sentido, os países em vias de desenvolvimento levam sobre o velho continente: em nosso caso, as habitações recicladas são o "pão de cada dia". Há muitos anos e sem licença são construídas diariamente em nossas cidades, conformando bairros de miséria e invasão, onde paus, latas e papel acartonado, entre outros, têm uma nova oportunidade de converter-se em uma casa - nada digna-, para tantas famílias pobres e sem teto, situação agravada com problemas como o do "deslocamento forçado" muito frequente, nos últimos anos, na Colômbia, em razão do conflito armado. Para se ter uma ordem de grandeza, vale a pena recordar que, no caso de Ibagué, com uma população em torno de 400 mil habitantes, nos últimos três anos chegaram cerca de 3.000 famílias deslocadas -15.000 pessoas-, despojadas de suas terras no campo, correndo para salvar suas vidas e em busca de um novo projeto de vida, um teto seguro e trabalho em uma cidade onde o desemprego anda na casa dos 25%.


Para finalizar, vale a pena recordar que nós temos à mão um recurso natural, abundante, econômico, renovável, que é a guadua -nosso bambú-, com o qual se podem construir casas muito bonitas e econômicas.


Fonte: EcoPortal.net (publicação autorizada)
Arquiteto Mario Alvarez Urueña*
(Tradução: Idhea – Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica)

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Tijolo Ecológico - Dúvidas

 

O tijolo Ecológico só pode ser assentado com cola?
Não, o tijolo ecológico pode ser assentado de varias formas, a cola PVA é uma das maneiras mais prática e rápida, também podemos utilizar a argamassa de assentamento convencional ou uma mistura feita de cola, água e o próprio solo. Por ser um sistema de modular , dependendo do projeto proposto, podemos dispensar a cola entre os tijolos a utilizar somente os sistema de encaixe dos mesmos.

Quantos pavimentos podem ser feitos, utilizando tijolo ecológico?
O quantitativo de pavimentos varia conforme o estudo de cada projeto, essa quantidade deve ser indicada pelo calculista do projeto que levará em consideração fatores como tipo de fundação e ser utilizada, cargas que esse edifício terá, etc. Possuímos em nossa galeria de projeto, um conjunto habitacional na cidade de Ourinhos–SP, que possui mais de mais 70 casas, sendo os blocos em 3 pavimento. Confira as fotos em nosso site. 

Como é colocada a laje?

Quando a construção alcança a altura do ponto de laje, são colocadas duas ou mais fiadas do tijolos canaleta, essa quantidade varia conforme o projeto, formando uma grande viga em toda a parte  superior da edificação e é sobre essa fiada que a laje se apóia ficando pronta para receber um pavimento superior.

As casas com tijolos ecológicos são aprovadas pela Caixa Econômica?
O tijolo ecológico é um material normatizado e que possui certificação pela ABNT (Associação Brasileira de Normas técnicas). Por tanto pode ser aprovado normalmente pela Caixa Econômica, para facilitar o processo é indicado que se anexe juntamente ao pedido de aprovação a norma técnica do solo cimento ( NBR 10836) e um laudo de laboratório do tijolo a ser utilizado para comprovar que este possui a resistência exigida pela norma norma.

Qual a medida dos ferros que devo utilizar nas amarrações?
Cada Projeto possui sua particularidade por isso o sistema estrutural, como o quantitativo e a espessura da ferragem, devem ser indicadas pelo responsável técnico da obra, em um projeto comum que não recebe muitas cargas adicionais, usa-se nos grautes, barras 8mm e para os grampos ferragem 4 mm. 

O que fazer com o tijolo trincado na parede?

Quando forem apenas fissuras pode ser feito uma massa com solo + cola, que é aplicada sobre as fissuras, se forem rachaduras ou tijolos que foram muito danificados durante a obra, pode ser feita a substituição do lado danificado retirando a face do tijolo com uma “makita”, e colocando uma nova no local. Esse método é utilizado quando a os tijolos forem usados aparentes na construção, e deve ser efetuado antes do rejuntamento. 

Para construir com tijolo ecológico é necessário o uso de mão-de-obra especializada?

Não. Apesar de alguns profissionais não conhecerem o técnica de assentamento, esta é bem simples, devemos nos atentar a alguns detalhes que garantem um bom desenvolvimento a execução, como fazer um projeto de modulação, iniciar a primeira fiada bem nivelada e sempre seguir o projeto. 

Por que, em alguns casos, ocorrem rachaduras nas paredes?

Tem vários fatores que podem ocasionar as rachaduras, como tijolos com medidas diferentes, massa de assentamento muito forte, fundação feita inadequadamente entre outros. 

A Construção com tijolo Ecológico tem que ser feito uma fundação especial?
Não. É uma fundação igual a da construção que utiliza o tijolo convencional e em ambos os casos, modifica de acordo com o projeto e o solo da região.

O que acontece se fabricar os tijolos e não molhar?

Ao pula essa etapa, você comprometerá a resistência do tijolo ecológico de tal forma que o mesmo poderá até se esfarelar, pois ao ser molhado ou mantida a umidade, o cimento reage e propicia a resistência exigida pelas normas da ABNT. 

A construção com tijolo ecológicos é realmente térmica?
Os furos dos Tijolos Ecológicos permitem que ar fique em constante movimento e formem câmaras termo-acústicas, controlando a temperatura no interior da casa. Nos dias quentes, a temperatura do interior da casa é fresca e à noite fica aquecido, diminuindo também a poluição sonora; 

Qual é a redução de custo do M² construído com tijolo ecológico?

A redução pode chegar até 30% no custo final da obra, não computando os tipos de louça, acabamento, etc... 

Onde são utilizados os tijolos canaletas?

Os tijolos canaletas possuem varias funções no projeto, estas são utilizadas como parte do sistema estrutural da edificação. Quando concretados os tijolos canaletas formam as vigas do projeto ou as chamadas cintas de amarração, são utilizadas também em baixo e em cima das janelas (verga e contra-verga), nas paredes a 1m de altura (formando cinta de amarração) e no respaldo antes do oitão. Os tijolos canaletas são usados também como condutores do sistema hidráulico e elétrico, exemplo: temos duas tomadas em uma parede na mesma altura, podemos percorrer com a fiação pela fiada de tijolo canaleta no sentido horizontal para fazer a ligação entre elas, fazendo assim uma economia de material. 

Os tijolos ecológicos aceitam qualquer tipo de revestimento?
Sim. Qualquer tipo de revestimento aplicado na construção convencional pode ser utilizado, sem qualquer de preparação especifica. Dentre muitos revestimentos podemos citar a argamassa, para fixar os azulejos e pastilhas, grafiáto, texturas, reboco, tinta a base de água, tinta a base de óleo, resinas, impermeabilizantes, vernizes, gesso, papel de parede, etc... Devida a perfeição da parede e do prumo, menos material será utilizado para finalizar a obra.

Depois de quanto tempo posso transportar os tijolos?

O aconselhado é fazê-lo após 7 dias de cura, pois transcorrido esse período, o tijolo já adquiriu a resistência mínima para que não quebre facilmente. 

O meio tijolo é necessário?

Sim, este pode ser produzido pelas nossas máquinas ou podem ser feitos no canteiro de obra, cortando o tijolo ao meio, por esse material utilizar um projeto de modulação, cada tijolo tem seu lugar definido na obra, onde as extremidades das paredes sempre terminam com uma fiada de tijolo inteiro e uma com o meio tijolo, o que evita a quebra desordenada das peças na obra, causando uma diminuição considerável de lixo produzido no local e no desperdício de material.

Qual são os tipos de cimento que posso utilizar?
Para a produção dos tijolos e pisos ecológicos não há restrição para o tipo de cimento a ser utilizado, pois todos desempenham a mesma função de dar resistência ao tijolo, portanto a escolha fica a critério do cliente. 

É obrigatório deixar um espaço entre um tijolo e outro? De quantos centímetros?
O tijolo ecológico, como qualquer tipo de material, possui uma dilatação e uma retração conforme as mudanças climáticas. É importante que haja sim, um espaçamento entre um tijolo e outro de aproximadamente 1mm a 1,5mm , esse espaçamento também deve ser levado em conta na hora de fazermos a planta de modulação, pois a cada 8 tijolos a parede avança aproximadamente 1cm, portanto a planta baldrame é elaborada com o critérios de espaçamento para evitar que os tijolos excedam a fundação. 

O tijolo ecológico é mais resistente que o tijolo cerâmico?
Com base nas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) podemos fazer um comparativo. A resistência MÍNIMA exigida para o Tijolo de Solo-cimento é de 2 MPA (Mega Pascal). Já no  tijolo de cerâmica vermelha a resistência é de 1 MPA (Mega Pascal). Portanto, o TIJOLO ECOLÓGICO, dentro das normas da ABNT, possui o dobro da resistência, deixando o tijolo de cerâmica vermelha em desvantagem com o mínimo de sua resistência. 

Uma casa construída com tijolo ecológico pode ser ampliada depois?
Sim. Tanto na construção ecológica como na convencional, a modulação não impede a ampliação da edificação, basta fazer um analise da parte existente e com base nesta, comece uma nova modulação para a ampliação. 

Quais os tipos de resíduos que se pode utilizar na fabricação dos tijolos ecológicos?
Existem vários tipos de resíduos que podem ser utilizados para a fabricação de Blocos, Tijolos e Pisos Ecológicos, como: cinza do bagaço de cana de açúcar, cinza da casca de arroz, porcelana, gesso industrializado, fibrocimento, areia de fundição, material de construção civil, até mesmo os de resíduos orgânicos, que são condicionados em matérias-primas purificadas microbiologicamente, e que prensadas são utilizadas perfeitamente na Construção Civil. 

O tijolo ecológico pode ser utilizado no sistema convencional?
Pode. Isso é uma opção do cliente, mas o indicado é que seja feito um projeto de modulação, pois os tijolos ecológicos possuem encaixes perfeito e fácil assentamento. Com o projeto de modulação em mãos cada tijolo possui seu lugar certo na edificação, evitado a quebra de parede, desperdício de material e garantindo a rapidez no processo construtivo.

O tijolo ecológico pode ser construído num sistema convencional?
Pode, isso é uma opção do cliente, mas o indicado é que seja feito um projeto de modulação, pois os tijolos ecológicos possuem um encaixe perfeito e um fácil assentamento, com o projeto de modulação em mãos cada tijolo possui seu lugar certo na edificação evitado a quebra do tijolo e desperdício de material na obra e garantindo rapidez no processo construtivo. 

O tijolo ecológico pode ser utilizado em churrasqueira?
Sim, os tijolos ecológicos, depois de curados, além de possuírem ótimas propriedades termo acústica, possuem grande resistência a altas temperaturas, o que permite perfeitamente seu uso em churrasqueiras. 

Uma casa construída com tijolo ecológicos pode ser ampliada depois?
Sim, a modulação não impede a ampliação da edificação, basta fazer um analise da parte existente e com base nesta, começe uma nova modulação para a ampliação. 

O tijolo é mais resistente que o tijolo cerâmico?
Com base nas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) podemos fazer um comparativo. A resistência MÍNIMA exigida para o Tijolo de Solo-cimento é de 2 MPA(Mega Pascal). Já no  tijolo de cerâmica vermelha a resistência é de 1 MP. Portanto, o TIJOLO ECOLÓGICO, dentro das normas da ABNT, possui o dobro da resistência, deixando os tijolos de cerâmica vermelha em desvantagem com o mínimo de sua resistência. 

É obrigatório deixar um espaço entre um tijolo e outro? De quantos centímetros?
O tijolo ecológico, como qualquer tipo de material, possui uma dilatação e uma retração conforme as mudanças climáticas, é importante que haja sim um espaçamento entre um tijolo e outro que é de  aproximadamente 1mm a 1,5mm , esse espaçamento também deve ser levado em conta na hora de fazermos a planta de  modulação, pois a  cada 8 tijolos a parede avança aproximadamente  1cm, portanto a planta baldrame é elaborada com o critérios de espaçamento para evitar que os tijolos excedam a fundação.

Os pedreiros acostumados com os tijolos convencionais precisam de treinamento ou apenas de noções de como trabalhar com esse "novo tipo de tijo"? E se secessário o treinamento, onde encontra-lo?
Não é necessária mão de obra especializada, o tijolo ecológico é muito fácil de trabalhar. Na compra de máquinas e equipamentos oferecemos um curso de fabricação de tijolos ecológicos, modulação e um curso básico de construção modular. Também temos parcerias com Universidades Federais que disponibilizam cursos e treinamentos na área da construção civil modular. 

Qual é o tipo de solo para fabricação de tijolo ecológico?

O solo mais apropriado é aquele que indica de 50% a 70% arenoso. Porém hoje, com as tecnologias, o solo que não tem essa característica pode ser corrigido, com outros matéria, garantindo um ótimo tijolo.

Fonte: http://www.tijolosecologicos.net

domingo, 13 de outubro de 2013

A casa do futuro é sustentável

Responsável por 40% do consumo de energia no mundo, padrão de edificação atual é insustentável. A boa notícia: tecnologia já está disponível e não há perda de conforto. Falta o mercado se adaptar.

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Em uma área verde a duas horas do Rio de Janeiro começa a ganhar forma o que pode ser a casa do futuro. A água dos chuveiros e torneiras será reaproveitada para a descarga dos banheiros, e o esgoto passará por tratamento nas instalações de cada uma das oito residências do condomínio, na região de Pedro do Rio, distrito de Petrópolis.

O planejamento de iluminação, com amplas janelas e luzes de led de baixo consumo, deve reduzir a conta de energia elétrica em até 30%. O aquecimento de água é feito com placas solares. Apesar do padrão sofisticado, não há previsão de ar-condicionado. Em vez disso, há um telhado com cobertura vegetal, que reduz em 30% a variação de temperatura em relação ao ambiente externo. A primeira casa está em construção, e os preços começam em 1,1 milhão de reais.

O projeto, uma exceção nos padrões brasileiros, segue regras que já vigoraram na Europa e nos Estados Unidos, onde há cerca de 200.000 construções com o selo Breeam (Building Research Establishment Environmental Assessment Method), considerada a mais rigorosa certificação em matéria de exigências ambientais.

O condomínio Movimento Terras foi pensado para ser uma casa de campo de luxo. Mas morar e construir de forma “sustentável” caminha para ser o padrão em um futuro próximo. O modo de vida em um mundo mais preocupado com o meio ambiente passa, necessariamente, por transformações na forma de morar e fazer casas. O padrão de edificação nos dias de hoje é algo altamente poluente – ou, para usar a palavra do momento, insustentável.

Prédios comerciais e residenciais são responsáveis por 40% do consumo anual de energia do mundo, por um terço dos recursos naturais consumidos pela sociedade – incluídos na conta 12% de toda a água potável da terra – e por 40% do lixo sólido. Os recursos são consumidos de forma inadequada na construção e ao longo da vida útil dos imóveis, com o alto consumo de energia para climatização, iluminação e aquecimento de água.

A mudança no padrão mundial de edificação é uma recomendação da ONU para que o planeta ponha em prática a "economia verde", que estará em debate durante a Rio+20, em junho. De forma geral, conhecimento, técnicas e materiais para que casas e edifícios sejam ambientalmente mais adequados são conhecidos. Mas as experiências nesse sentido ainda são limitadas.

No Brasil, o conjunto habitacional Rubens Lara, em Cubatão, é considerado um exemplo de construção ‘verde’. No lugar de madeira, esquadrias metálicas; em vez de eletricidade para esquentar a água, energia solar. As medições de gás, energia e água são individuais – o que estimula cada família a controlar melhor o seu consumo.

As 1.840 unidades do Rubens Lara fazem parte do projeto do governo paulista que prevê a remoção de 7.760 famílias moradoras de áreas irregulares do parque Serra do Mar. O Rubens Lara foi reconhecido pelo programa Iniciativa de Habitação Social Sustentável (Sushi), que faz parte do programa da ONU para o meio ambiente.

O Estado de São Paulo tem investido na construção de casas ambientalmente corretas desde o governo passado. As moradias têm inovações que passam pelo aquecimento solar, pé direito com cerca de 2,60 m (os convencionais têm 2,40), janelas maiores para ajudar a ventilar e iluminar.

Com as mudanças houve redução de 30% no consumo de energia nessas residências. De 2009 a 2012, foram construídas 60 mil unidades habitacionais verdes bancadas pelo estado.

Como trata-se de exceção, a construção de um edifício sustentável hoje ainda é cerca de 10% mais cara. Os benefícios vêm depois, com os gastos menores nas contas de consumo e na manutenção. O investimento nessa tendência de construção facilita a manutenção, reduz a incidência de doenças e estimula a família no emprego e na escola. Se você entrega uma casa com sistemas mais práticos, até nos materiais de limpeza há economia. A tendência mundial hoje é aumentar as moradias. Em uma casa com padrões mínimos de conforto, fácil de manter e limpar, as famílias produzem mais, crianças aprendem melhor.

Ainda são poucas as edificações brasileiras com certificados de sustentabilidade. O selo LEED, um dos mais conhecidos, foi dado a apenas 500 prédios no país.

É difícil popularizar porque há um custo. Mas as classes média e alta estão tendo maior aceitação hoje. Em parte, por uma expansão da consciência ecológica, mas também porque chegam ao mercado produtos ‘verdes’ com maior qualidade. Em São Paulo, há mais prédios com certificação porque há uma expansão da construção para a classe A e pela existência de muitas multinacionais que querem manter o padrão usado lá fora.

Ainda assim, no Brasil, somente 1% das construções de médio e alto padrão têm selo de sustentabilidade. Nos EUA e na Europa, isso representa cerca de 15% do mercado imobiliário. Aproximadamente 500 edificações brasileiras estão na fila para reivindicar o selo Leed, o que demora dois anos para ser expedido.

No Rio, em 2007, havia apenas dois prédios com certificação. Chicago, que competia com o Rio para sediar as Olimpíadas de 2016, tinha mais de 600. O Comitê Olímpico Internacional (COI) exige construções verdes. Tanto que, em Londres, uma das técnicas usadas no Parque Olímpico foi a colocação de telhados verdes, que reduzem a temperatura em até três graus.
De volta à realidade brasileira, ainda há um longo caminho a ser percorrido. Enquanto na cidade-sede dos Jogos Olímpicos 2016 ainda vigora uma lei que obriga os novos prédios a terem quarto de empregada, na Europa de forma geral uma habitação reformada ou nova só pode ser erguida ou modificada se tiver padrões mínimos de eficiência, sobretudo energéticos. Caso contrário, a prefeitura não dá autorização para habitar.

A proposta da ONU para as edificações ‘verdes’ começa pelo poder público. As recomendações das Nações Unidas são para que prédios públicos, como hospitais e grandes edifícios, sejam o ponto de partida para uma mudança de padrão. Afinal, é preciso criar escala para que produtos e normas ambientalmente corretas sejam também rentáveis.

Enquanto a indústria não faz a virada, a preocupação ambiental se mantém no campo das exceções. As oito casas do condomínio Movimento Terras foram projetadas desde o início de acordo com preceitos de interferência mínima no meio ambiente. Isso significa, por exemplo, construir com mínima interferência no terreno, considerando para o empreendimento o movimento dos ventos e todo o ambiente ao redor – exigências para a certificação Breeam.

Cada casa tem uma pequena estação de tratamento de esgoto (ETE). A previsão é de que a economia de água e energia nas unidades do Movimento Terras seja de 30%. Todo o aço usado é reciclado, as madeiras e outros materiais têm comprovação de origem.

O mercado de construção tem itens que permitem, mesmo em uma reforma, reduzir o consumo e o impacto ambiental de uma casa ou apartamento normal. Entre eles, estão as válvulas de descarga com dois níveis de acionamento, lâmpadas de led, painéis de aquecimento solar e janelas com vidros que reduzem o aquecimento causado pela luz solar, sem escurecer tanto o ambiente.

O diferencial ambiental é um argumento a mais para a venda, mas ainda não é algo que motive isoladamente a compra. Mas o que percebemos é que faltam alguns passos para que a cultura de construções ambientalmente corretas se consolide no Brasil.

Fonte: http://exame.abril.com.br

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Arquiteto cria “árvore marinha” gigante contra poluição

Projeto também serviria de abrigo para vida selvagem no litoral dos centros urbanos.

O contato com o verde e o ar puro não fazem parte da rotina da maioria dos habitantes dos grandes centros urbanos. Imagine então, como é a vida de pássaros, insetos e outros animais que fazem das áreas verdes o seu hábitat. Complicada, não?

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Pensando em solucionar dois problemas de uma vez – o da poluição das metrópoles e o da falta de espaço para a fauna e flora  – o arquiteto alemão Koen Olthuis bolou uma solução curiosa: o edifício "Sea Tree".

Trata-se de uma estrutura de 30 metros de altura projetada para cidades próximas ao mar ou rios, como Londres e Nova York, e capaz de reproduzir todo o ecossistema de uma árvore, servindo de abrigo para os bichos. Por ser divindade em camadas, a estrutura flutuante poderia hospedar vários tipos de animais, incluindo os que vivem no mar.

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Responsável pelo projeto, o Waterstudio sugere que árvore do mar seja construída a partir de tecnologias offshore bastante semelhantes ao das plataformas de petróleo em mar aberto. Em seu site, eles defendem ainda que grandes companhias petrolíferas façam doações de “Sea Tree” para as cidades onde atuam.

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O que parece coisa de ficção-científica pode se tornar realidade, em breve. De acordo com reportagem do jornal britânico Daily Mail, o escritório de arquitetura afirma que “um cliente já manifestou grande interesse” e que o projeto será totalmente realizado no período de dois anos. É esperar para ver.

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Fonte: http://exame.abril.com.br

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Edifício de jardim botânico em Nova York se incorpora à topografia do terreno

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Construído em vidro, novo centro de visitação tem telhado verde de 3 mil m²

O Jardim Botânico do Brooklyn, em Nova York, Estados Unidos, inaugurou na última quarta (16), seu novo Centro de Visitação. Incorporado a um morro existente no nordeste do terreno, o prédio de vidro parece ser uma extensão da topografia do jardim, que tem aproximadamente 210 mil m².

O Centro de Visitação ocupa cerca de 6 mil m² do terreno e possui diversas características sustentáveis, como um jardim de 3 mil m² em seu telhado, que deve receber a certificação Leed  Gold (Liderança em Energia e Design Ambiental). Em 2008, este projeto idealizado pela empresa de arquitetura Weiss/Manfredi recebeu o prêmio por Excelência em Design da Comissão de Design Público da cidade de Nova York.

O jardim tem o formato de uma folha e abriga mais de 40 mil plantas, entre gramíneas e flores silvestres. De acordo com os arquitetos, esta composição irá mudar ao longo dos meses, se adequando a cada estação do ano.

O edifício foi concebido para ser uma nova entrada da cidade para o Jardim Botânico. Os visitantes que entram pela avenida Washington passam por uma treliça de vidro curvado antes de chegar aos principais ambientes do jardim, como o Japanese Hill-and-Pond e o Cherry Esplanade. O edifício também possui uma sala para orientação de visitas em grupo, um espaço para eventos e loja com produtos de jardinagem.

As paredes curvas de vidro permitem que os visitantes vejam o jardim do lado de dentro do edifício. O vidro é poroso para a filtragem de luz. O lado norte do edifício foi construído em uma berma pré-existente, aumentando sua eficiência térmica. Os vidros com grades minimizam o ganho de calor e aumentam a iluminação natural, ao mesmo tempo em que um sistema aquece e esfria os ambientes internos.

Ao redor do Centro de Visitação, foram plantadas aproximadamente 60 mil plantas, como rosas nativas, cerejeiras e magnólias. O Jardim Botânico ainda pretende construir um jardim de ervas, um bosque e um jardim de flora nativa. Além disso, outros futuros projetos são um jardim da água e um jardim da descoberta, destinado às crianças.

O Jardim Botânico do Brooklyn é uma instituição sem fins lucrativos destinado à educação, ciência e exposição de horticultura. No dia 2 de junho, o local receberá um evento aberto ao público com diversas atividades relacionadas à jardinagem urbana.

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Publicado originalmente por Aline Rocha na revista Au.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Dicas e Técnicas do Superadobe

O superadobe é, talvez, a maneira mais simples de construir com terra, pois não é necessário fazer qualquer teste com o material, não é preciso peneirar a terra, nem moldá-la e nem acrescentar palha. As paredes são erguidas muito rapidamente, mas é preciso ter uma equipe de pelo menos cinco pessoas.

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Sistema construtivo



O superadobe necessita de ferramentas simples para sua execução:

- um pedaço de cano que servirá como funil (tubo de PVC de 250 mm é o ideal),

- pedaços de sacos de polipropileno (servem também sacos de adubo),

- soquetes,
- arame farpado (colocado entre as camadas),

- baldes,

- marretas de borracha para aprumar as fiadas.

O saco usado para erguer as paredes é um grande rolo de polipropileno (bobina) com aproximadamente 50 cm de largura. O rolo é cortado em pedaços do comprimento da parede a ser construída, deixando-se uma pequena sobra em cada ponta para fazer o acabamento.

Este grande saco vai sendo preenchido com terra, com a ajuda de um cano que funciona como um funil. Assim vão sendo formadas as “fiadas” (camadas) que depois são – bem – socadas, cobertas por outra fiada e assim sucessivamente, até a parede ser completamente erguida.

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Dicas da tecnologia



As paredes devem ser isoladas do contato com o chão, para evitar problemas com umidade. Como fazemos isso? Simples, utilizando o próprio superadobe, só que em lugar de terra usamos areia e cimento, na proporção 9/1, nas primeiras fiadas, até acima do nível do solo.

É muito importante que as fiadas sejam muito bem socadas. Quanto mais compactada, melhor será a sua parede. Sempre fique atento ao prumo!

As paredes de superadobe são estruturais, portanto dispensam a construção de pilares ou vigas, e permitem instalações elétricas e hidráulicas embutidas ou aparentes.

Após a remoção do saco, o recomendado é a utilização de um reboco natural.

Descubra TUDO sobre o superadobe: colocação de janelas, telhados, remoção adequada do saco, preparo do reboco, instalação elétrica e outras dicas, diretamente da fonte, participando do BioTerra.

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Fonte: http://www.ecocentro.org