A construção verde ou sustentável é uma abordagem ambientalmente consciente e eficiente para a criação de estruturas que leva em conta todo o seu ciclo de vida, desde os materiais utilizados até a eficiência do seu uso e disposição dos resíduos decorrentes.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Condomínio ecológico

Arquiteto italiano cria sistema modular de construção, que utiliza 80% menos materiais e emite 80% menos carbono

Por Casa e Jardim Online

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O projeto foi criado nos anos 1960, mas sua aplicação nunca foi tão necessária como agora. A técnica desenvolvida pelo arquiteto italiano Dante Bini está sendo relançada por seu fiho, Nicoló. Batizado de Binishells, o sistema consiste em construções modulares, criadas com finas estruturas de concreto, infladas com baixa pressão de ar. Além de economizar 80% em material, a técnica faz com que as edificações tenham 95% de CO2 e emitam 80% a menos de carbono em relação às construções comuns. Apesar de parecerem frágeis, são resistentes e resistem até a fenômenos naturais, como furacões e terremotos. Versáteis, as Binishells podem ser levantadas em diversos tamanhos e formatos, podendo ser usadas como residências, escolas e até abrigos de emergência. Também é possível customizar a aparência dos módulos, utilizando pintura, enfeites e até cobrindo-os com gramado, por exemplo. Confira as fotos:

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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Construção verde no Canadá

Vancouver ganha prédio que promete uso zero de energia e de água por pelo menos um ano

Por Casa e Jardim Online

A sustentabilidade é uma das características mais fortes dos projetos arquitetônicos contemporâneos. Por isso, a cidade de Vancouver, no Canadá, também vai ganhar uma construção com alta tecnologia verde que, além de ser ecológica, também terá um design moderno. Trata-se do VanDusel Botanical Gardens, assinado pelos arquitetos locais da Busby Perkins + Will. Para conquistar o certificado de sustentabilidade, a construção contará com diversos atributos, como um teto verde, sistema de reaproveitamento da água da chuva e captação de energia solar, entre outros. Além disso, o prédio deverá passar pelo menos um ano sem gastar água e energia elétrica. A previsão é de que a obra seja inaugurada em 2011.

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http://www.perkinswill.ca/work/vandusen-botanical-garden-visitor-centre.html

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Reciclagem de Materiais

 

A construção civil é responsável por até 50 % do consumo dos recursos naturais extraídos. Certamente é a maior geradora de resíduos de toda a sociedade. O consumo de agregados naturais somente para a produção de concreto e argamassas é de 220 milhões de toneladas no Brasil. Nas cidades cerca de 60% do volume de resíduos gerados provém da construção civil.  Para a produção de aço apenas uma usina siderúrgica produz cerca de 1,2 milhão de toneladas de escória granulada por ano, o equivalente a 3 mil toneladas por dia, além de emitir milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.

Recilar e Reutilizar é extremamente importante para a economia de energia, preservação dos recursos naturais e conservação da biodiversidade.

Pneu como material de construção

O pneu vem sendo utilizado há mais de um século pela humanidade, e este invento impulsionou o progresso e o desenvolvimento da sociedade. O processo de vulcanização foi descoberto casualmente por Charles Goodyear em 1845, e hoje diversos são os veículos que utilizam este artefato que trabalha sob alta pressão e temperatura, resistindo aos impactos e promovendo atrito. O pneu é produzido com uma mistura de borracha natural e borracha sintética junto com outros materiais como aço, nylon, carvão ( negro-de-fumo ), entre outros que o atribuem uma boa resistência mecânica.

Contudo o aumento do uso demandado pela sociedade gerou um imenso volume de resíduos. O Brasil descarta por ano creca de 30 milhões de pneus velhos. No Reino Unido são cerca de 25 milhões, e na Austrália são 10 milhões de pneus descartados por ano. Nos Estados Unidos são em torno de 242 milhões, e estima-se que estão depositados em torno de 3 bilhões de pneus em montanhas a céu aberto nos desertos.

O pneu é um ótimo material que pode ser adequado para uso na construção. Pode dar uma base forte como fundação bem como pode suportar a carga estrutural como parede portante, pois proporciona uma estrutura muito resistente.

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Materiais de demolição

Todo material para ser produzido consome uma quantidade de energia, então toda vez que reutilizamos algum material estamos economizando energia. O modelo convencional de construção civil consome cerca de 30% de toda energia gerada no planeta, e libera na atmosfera milhões de toneladas de poluentes. Por exemplo, para se produzir uma fornada de 40 mil tijolos é necessário a queima de 60m³ de lenha durante quinze dias seguidos, já a fabricação do cimento é responsável por 7% das emissões de gases causadores do efeito estufa.

Os materiais também trazem uma bagagem histórica que nos ajudam a valorizar o passado. Com a demolição ou o desmonte de obras podemos obter telhas cerâmicas, tijolos, pedras, esquadrias, madeira, dentre tantos outros materiais que podemos e devemos reutilizá-los e reciclá-los.

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Reciclagem de entulho de obra

A construção civil gera um imenso volume de resíduo, e representa uma gigantesca quantidade de energia consumida. O entulho de obra quando bem manejado nos proporciona agregados de ótima qualidade.

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Fonte: http://www.arquiteturaambiental.com

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Prédios argentinos pagarão menos imposto por ter jardins no telhado

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Os prédios da cidade de Buenos Aires pagarão menos impostos por ter jardins no telhado, de acordo com uma lei recém-sancionada pelo governo local.

A redução do ABL (equivalente ao IPTU brasileiro) será de até 20% para o edifício de “telhado verde” de acordo com a nova medida, que contou com ampla maioria dos votos da situação e da oposição, na votação realizada no fim do ano passado.

O secretário de Desenvolvimento Urbano portenho, Daniel Chain, disse que a medida vale para os edifícios já existentes.

O objetivo, afirmou, é “cuidar do meio ambiente” a partir de uma “mudança cultural”.

“Nossa meta é ambiental. E entendemos também que devemos ser os primeiros a aplicar a iniciativa. Por isso, desde o ano passado, começamos a construir escolas com vegetação nos telhados. E o mesmo faremos em outros edifícios públicos”, disse o secretário à BBC Brasil.

 

Prédios novos

Segundo ele, seis escolas em construção na cidade terão jardins nos telhados e o mesmo ocorrerá, disse, no terraço do Teatro San Martín, no centro da cidade, que tem 50 anos e será reformado.

Arquiteto com especialização em economia urbana, Chain lembrou que Buenos Aires integra o grupo chamado C40 (Climate Leadership Group, que reúne cidades que debatem saídas para preservação do meio ambiente) e que a nova meta de Buenos Aires será a exigência de que os novos edifícios já sejam erguidos com os jardins no telhado.

“A medida sancionada é optativa e pretende estimular a criação destes pontos de vegetação. Mas neste ano enviaremos outro texto à Legislatura com a exigência de que novos prédios já tenham esses espaços verdes”, afirmou.

A ideia, afirmou, é que a medida seja aplicada nos bairros onde são registradas as concentrações de construções na cidade. “Quanto maior o numero de construções, maior a necessidade (de áreas verdes) para vivermos melhor”, afirmou.

 

Parques portenhos

Buenos Aires é uma cidade conhecida por seus parques, que começaram a surgir entre os séculos 19 e 20, e pela preservação de áreas verdes entre os prédios, chamadas de “pulmón de manzana” (quadra verde).

Antes mesmo das novas medidas, alguns locais já tinham começado a implementar o jardim no telhado, como a escola municipal French y Beruti, no bairro portenho de Retiro.

Em 2010, em uma área de mais de 200 metros, foi construído um telhado com vegetação que contribui para “refrescar” o prédio nos dias de calor.

Especialistas disseram à imprensa local que a etapa inicial para transformar o telhado em jardim começa com uma camada de PVC, depois pedras apropriadas, sistema hidráulico adequado, além de outros materiais específicos para evitar que as raízes das plantas não afetem a construção do prédio.

Ao mesmo tempo em que o governo de Buenos Aires estimula jardins nos terraços, o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) realiza, desde os anos 1990, um programa chamado ProHuerta (Pró-Horta).

“O programa surgiu para melhorar a alimentação das famílias economicamente mais vulneráveis, naqueles tempos de hiperinflação”, lembra Janine Schonwald, coordenadora do programa.

“Mas agora, em busca de uma vida saudável e com preocupações com o meio ambiente, o ProHuerta interessa cada vez mais aos moradores das cidades e das periferias.”

Schonwald diz que o programa conta com a participação de 20 mil voluntários que aprenderam no INTA a técnica do cultivo em varandas, telhados e pátios e a ensinam em várias escolas, hospitais e paróquias gratuitamente.

“São alimentos que complementam o prato, como orégano, manjericão e hortelã, por exemplo, e que fazem parte de uma mudança cultural, voltada para a saúde e o meio ambiente”, afirma a coordenadora doProHuerta.

Publicado originalmente por Marcia Carmo em BBC Brasil.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Resort verde de luxo

Você passaria as suas férias em um hotel escondido na montanha?

Por Casa e Jardim Online

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O que você prefere observar? Uma bela paisagem, cheia de verde, ou um prédio com a arquitetura moderna? A empresa holandesa MVRDVuniu essas duas coisas e criou um projeto apelidado de Gajije. Trata-se de um resort de luxo escondido por um cobertor verde.


A construção é vista como uma maneira de combinar sustentabilidade com arquitetura moderna diretamente em sua estrutura. O hotel estará localizado em Montenegro e terá 115 apartamentos, 87 quartos, restaurante, piscina e um centro comercial. O empreendimento não destoa nem um pouco do ambiente à sua volta. Vale a pena esperar para ver!

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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Arranha-céu ecológico

Conheça o prédio inovador que funciona como purificador de água

Por Casa e Jardim Online

Não bastasse a beleza do design, o arranha-céu projetado pela empresa francesa Design Crew for Architecture também procura ser sustentável. O intuito do prédio, que parece saído diretamente da cidade fictícia Pandora, da saga Avatar, é usar esferas estrategicamente posicionadas (que, diga-se de passagem, lembram bolhas de sabão) como estufas com vegetação que se alimenta de água salgada. Assim, é possível captar a água doce fornecida pela evaporação do orvalho. Por hora, o projeto está só no papel. Confira imagens abaixo.

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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Grandes metrópoles mundiais apostam na sustentabilidade dos jardins verticais

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O que Buenos Aires, capital da Argentina, e Milão, um dos principais centros urbanos da Itália, têm em comum? À primeira vista, pode ser difícil encontrar as semelhanças entres essas duas metrópoles, mas basta uma olhada mais atenta nos edifícios dessas cidades para verificar que elas apostam na mesma tendência: o verde. Enquanto Milão entra em contagem regressiva para ser a sede do maior jardim vertical do mundo, o Bosco Verticale, os gestores de Buenos Aires, para estimular ainda mais o verde predial, aprovaram uma redução de impostos para os edifícios que possuírem jardins no telhado.

A redução para edifícios com telhados verdes de até 20% da ALB (o que equivale ao nosso IPTU) vai ao encontro do fortalecimento de uma tradição da cidade. Além dos edifícios que já contam com o terraço verde, como a escola municipal French y Beruti, Buenos Aires já é uma metrópole conhecida por seus parques, datados desde o século 19, e pela preservação de áreas verdes entre os prédios. O próximo passo prometido pelo governo portenho é exigir que os novos edifícios já sejam erguidos com os jardins no telhado A cidade ainda possui um programa como o ProHuerta, que estimula a criação de hortas nos terraços em diversos estabelecimentos desde 1990. Mas, ainda assim, o governo não está satisfeito.

A implantação dos jardins nos telhados já está prevista em seis escolas em construção e no Teatro San Martín, que será reformado aos 50 anos.O próximo passo prometido pelo governo portenho é exigir que os novos edifícios já sejam erguidos com os jardins no telhado. “Quanto maior o numero de construções, maior a necessidade (de áreas verdes) para vivermos melhor”, afirmou à BBC, o secretário de Desenvolvimento Urbano da capital argentina, Daniel Chain.

Uma das cidades europeias com alto índice de poluição, Milão vê os jardins verticais como promessa para melhorar a qualidade do ar, além de ser uma tendência paisagística. Sede do maior jardim vertical do mundo atual, segundo os próprios organizadores, os 1.263 metros de fachada do shopping Il Fiordaliso, os arquitetos italianos planejam algo ainda maior: o Bosco Verticale, algo como as torres gêmeas verdes.

Por Isaac Edington
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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Construção com Terra

 

As técnicas de construção com terra crua são muito antigas, existem a mais ou menos 9.000 anos. Todas as culturas antigas utilizaram a terra nas construções de suas casas, fortalezas e espaços religiosos. Ainda hoje um terço da humanidade vive em casas de terra e em países em desenvolvimento este número aumenta para mais da metade da população.

A terra é o material de construção mais importante e abundante na maioria das regiões do mundo. A sua utilização como material de construção pode se dar de diferentes maneiras, tudo vai depender da técnica construtiva empregada assim como da característica da terra disponível no local, bem como dos agregados que irão compor a mistura.

O sistema construtivo de alvenaria estrutural ou alvenaria portante é plenamente aplicável com a terra crua, e com o diferencial que a terra é o material que melhor promove as trocas de umidade e temperatura dos ambientes, e esta "respiração" é o que condiciona o micro-clima da edificação. O uso da terra crua nas edificações promove uma imensa economia de energia para o sistema, seja desde a obtensão da matéria-prima, bem como seu manejo na aplicação da obra, ou durante a vida útil da edificação.

Vantagens da construção com terra crua

- Regula a umidade ambiental mantendo o micro clima mais constante durante o ano todo;

- É termicamente eficiente, conservando o calor no inverno e mantendo o ambiente fresco no verão;

- É reutilizável, ou seja, ao demolir uma parede de terra crua, todo o material pode ser reaproveitado para fazer uma nova parede;

- Não contamina o ambiente, pois é facilmente reabsorvido pela natureza;

- Economiza energia e materiais como madeiras e combustíveis fósseis, pois não possui queima em sua produção;

- É um material barato, principalmente quando retirado do próprio terreno ou ainda quando é comprado em local próximo;

- É apropriada para a autoconstrução: as tecnologias que empregam a terra são muito simples, fáceis de aprender e aplicar;

- Pode ser executada como alvenaria portante suportando as cargas da estrutura.

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Algumas técnicas de bioconstrução com terra crua

Taipa de pilão: é uma técnica construtiva que consiste em socar terra crua devidamente preparada em fôrmas que darão forma a parede. Esta compactação mecânica promove forças de coesão entre as partículas da mistura de terra que por sua vez ganha rigidez estrutural com capacidade para suportar as cargas atribuídas à edificação.

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Adobe: o adobe é um bloco de terra produzido a mão, disposto em formas e curado ao ar livre, sua utilização serve tanto para paredes de fechamento, estruturas e muros. Sua mistura pode envolver palhas ou agregados minerais que promovem uma estabilização da terra.

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Pau a pique ou Taipa de mão: esta técnica construtiva consiste em preparar uma estrutura rígida e tramada de madeira ou bambu que será preenchida com uma mistura de terra, e são utilizadas para vedação de paredes internas ou externas não exercendo função estrutural.

Super Adobe:  é uma técnica que utiliza sacos ou bobinas onde se coloca uma mistura de terra que é compactada por ação mecânica. Oferece uma estrutura muito forte e é possível obter belas formas arquitetônicas.

Tijolo Solo-Cimento ou BTC ( bloco de terra comprimida ): O tijolo de solo-cimento é aplicado como sistema construtivo de alvenaria estrutural ou alvenaria portante, onde os tijolos que constroem as paredes também sustentam a própria estrutura da edificação. A alvenaria estrutural tem como vantagem a redução de custos e menor prazo de execução.

O tijolo de solo-cimento é um material de baixo custo, obtido pela mistura de solo, água e um pouco de cimento, que pode ser substituído pela cal ou outro agregado mineral que desempenhe a função de estabilizar o solo para resistir mecanicamente aos esforços da estrutura.

O tijolo de solo-cimento ou BTC, bloco de terra comprimida, é também conhecido como tijolo ecológico, pois não provoca a queima em sua produção, o que reduz em 90% o consumo de energia em relação ao método convencional, diminuindo assim o desmatamento e não poluindo nossa atmosfera.

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Alguns aspectos interessantes sobre o uso do tijolo solo-cimento na construção:

- Economia de energia na sua produção;

- Ganho de tempo na execução, a construção com tijolo solo-cimento é 30% mais rápida que a convencional;

- Redução de mais de 30% só em mão-de-obra;

- Conforto térmico e acústico superior ao da construção convencional;

- Não gera volume de entulho, pois eles podem ser facilmente moídos e reaproveitados;

- Economia no uso de argamassa de assentamento e revestimento;

- Aumento de sua resistência em contato com a umidade.

Acabamentos, Tintas e Rebocos com Terra Crua

A terra crua oferece uma plasticidade muito boa e proporciona um acabamento tão bom quanto ao de um material convencional, e o melhor é que não interfere na "respiração" da parede. O solo terrestre é constituído por uma grande quantidade de minerais e argilo-minerais que além de condicionar a plasticidade da mistura oferecem diferentes colorações. Os pigmentos feitos da terra permitem a produção de belas tintas e pastas de acabamento que proporcionam uma ótima qualidade estética.

Fonte: http://www.arquiteturaambiental.com