A construção verde ou sustentável é uma abordagem ambientalmente consciente e eficiente para a criação de estruturas que leva em conta todo o seu ciclo de vida, desde os materiais utilizados até a eficiência do seu uso e disposição dos resíduos decorrentes.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Construções Verdes
Telhados que permitem o cultivo de vegetação, criando verdadeiros jardins “nas nuvens”: uma tendência já em prática em diversos locais do mundo e em empreendimentos que buscam o compromisso com a sustentabilidade.
Estes telhados vêm sendo construídos a milhares de anos. Desde a antiga Babilônia à arquitetura tradicional na Escandinávia, a mesma lógica vem sendo empregada para aliar estética visual e qualidade ambiental a construções e ao ambiente urbano.
Desenvolvidos a partir da década de 1960 na Alemanha, a nova indústria de telhados verdes pesquisou e aperfeiçoou materiais, desenvolveu normas e manuais construtivos, pesquisando os benefícios ambientais, sociais e econômicos deste novo mercado.
A prática dos últimos 35 anos demonstrou que é possível desenvolver sistemas de telhados verdes seguros e aplicáveis a qualquer tipo de construção, possibilitando a conversão de cidades inteiras para o novo conceito de cidades verdes – em um curto espaço de tempo.
Hoje o conceito moderno de telhados verdes pode ser considerado uma tendência mundial, com experiências sendo desenvolvidas em todas as grandes cidades do mundo. Pode-se dizer que há um movimento global para disseminação de telhados verdes, visando a adaptação urbana às novas condições de mudanças do clima impostas pelo aquecimento global.
Vantagens:
Qualidade arquitetônica
Alta performance termo-acústica
Redução do efeito “ilha de calor”, da poluição do ar e das enchentes
Seqüestro de carbono
Manutenção fácil e segura
Filtragem da água de chuva (retém metais pesados e químicos dissolvidos)
Valorização do imóvel
Aumento da área de lazer
Não atrai insetos e animais indesejados
Plantas resistentes a seca e de baixa manutenção
Os telhados verdes compõem a paisagem de obras e projetos diversos em diversos locais do mundo! Confira as imagens encontradas na web:
Imagem do projeto de uma torre de apartamentos de 54 andares em Nova York, de autoria do arquiteto Daniel Libeskind
Edifício em Nova York
Residência no Rio de Janeiro
Telhado verde da Escola de Arte, Design e Multimédia da Universidade Tecnológica de Nanyang
Fonte: http://ihclub.wordpress.com
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Casa literalmente verde
Projeto na Áustria lembra tela de pintor holandês Escher: coberta de grama, tem escadas totalmente desconectadas
Por Casa e Jardim Online
Telhados verdes são feitos comuns para arquitetos. Além de embelezar, esses jardins têm a função de refrescar e dar uma boa acústica para a casa. Mas o que leva um profissional a revestir um imóvel inteiro comgrama?
Esta casa, localizada em um campo aberto de Frohnleiten, na Áustria, tem características excepcionais. Por sí só já é uma construção contemporânea: linhas retas, blocos suspensos, grandes janelas e até escadas de concreto desconectadas, que levam de lugar nenhum para lugar algum, a tornam curiosa. Mas o projeto ganha destaque por se conectar com a natureza de uma forma muito original: ela foi inteiramente coberta pela planta na versão sintética. Desenhada por Reinhold Weichlbauer e Josef Albert Ortis, da Weichlbauer Ortis Architects, este imóvel realmente se confunde com a paisagem. Veja as imagens.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Brasil é o 4º líder mundial em construções sustentáveis
O Brasil já ocupa a quarta posição no ranking mundial de construções sustentáveis, de acordo com o órgão internacional Green Building Council (US GBC). “Começa a despontar como um dos países líderes desse mercado, que vem crescendo muito nos últimos anos”, disse o gerente técnico do GBC Brasil, Marcos Casado.
O primeiro prédio sustentável brasileiro foi registrado em 2004. O conceito começou a ganhar força, porém, a partir de 2007, informou Casado. De 2007 até abril de 2012, o Brasil registra um total de 526 empreendimentos sustentáveis, sendo 52 certificados e 474 em processo de certificação no US GBC. Até 2007, eram apenas oito projetos brasileiros certificados.
O ranking mundial é liderado pelos Estados Unidos, com um total de 40.262 construções sustentáveis, seguido pela China, com 869, e os Emirados Árabes Unidos, com 767. Marcos Casado lembrou que, nos Estados Unidos, esse processo começou 15 anos antes do que no Brasil. “Eles já têm uma cultura toda transformada para isso e nós ainda estamos nessa etapa inicial de mudar a cultura e provar que é viável trabalhar em cima desse conceito na construção civil, que é um dos setores que mais causam impacto ao meio ambiente”.
Já existe, segundo o gerente técnico do GBC Brasil, o engajamento do setor da construção nesse tipo de mercado, que se mostra bastante aquecido no país e no mundo. Além disso, Casado destacou que há um conhecimento maior por parte das pessoas, devido aos benefícios que esse conceito acaba introduzindo na construção. “Eles vão desde a economia dos recursos naturais e a redução dos resíduos, até a redução dos custos operacionais da edificação, depois do seu uso. Isso vem levando as construtoras e grandes empresas a adotar esse conceito”.
Para Casado, as construções sustentáveis são uma tendência mundial. “A gente tem hoje, só em certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design) no mundo, mais de 60 mil projetos. Então, é uma tendência muito grande e a gente percebe que esse número cresce a cada dia”. Desde agosto do ano passado, vem sendo registrado pelo menos um projeto por dia útil no Brasil, buscando certificação. Marcos Casado estima que até o fim deste ano, o número de empreendimentos sustentáveis brasileiros em certificação alcance entre 650 e 700.
Os chamados prédios verdes não têm, entretanto, nível de emissão zero de gás carbônico. “Mas a gente reduz muito esses impactos”, explicou o gerente. Em vários países do mundo, já existem prédios autossustentáveis, que geram a própria energia que consomem e neutralizam o carbono emitido. Essa tecnologia, entretanto, ainda não foi implantada no Brasil. “A gente está caminhando para isso. Acredito que, em breve, em cinco ou dez anos no máximo, a gente vai estar com esses edifícios também no Brasil”.
Para os moradores de prédios sustentáveis, também há benefícios, declarou. “Para o usuário comercial ou residencial, a grande vantagem está no custo operacional, porque eu reduzo, em média, em 30% o consumo de energia, entre 30% e 50% o consumo de água, além de diminuir a geração de resíduos”. O custo operacional fica, em média, entre 8% e 9% mais barato do que em um prédio convencional. Por isso, relatou Casado, os prédios sustentáveis são mais valorizados pelos construtores e apresentam preço mais alto. “A contrapartida vem no custo operacional. Acaba sendo mais barata a operação e ele equilibra esse custo financeiro”.
O GBC Brasil está iniciando um trabalho com a Companhia de Desenvolvimento Urbano de São Paulo para incorporar o conceito de sustentabilidade também em construções populares. Cobertura verde, aproveitamento da água pluvial, aquecimento solar e aumento do pé direito para melhoria do conforto são alguns dos itens em estudo. “Isso acaba barateando o custo operacional”.
O GBC Brasil desenvolve também o projeto da Copa Verde. Estão sendo certificados com o selo de sustentabilidade 12 estádios que se acham em reforma ou em construção nas cidades que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014. O projeto Greening the Games: How Brazil’s World Cup Is Driving Economic Changes’ (Tornando os Jogos Verdes: Como a Copa do Brasil Está Levando a Mudanças Econômicas) será apresentado no próximo dia 16 de junho, no auditório T9 do Riocentro, onde ocorrerá a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.
No dia 18, a organização divulgará um documento oficial sobre construção sustentável em evento paralelo à conferência da ONU, no Forte de Copacabana, “visando a expandir essa economia verde no país”. O evento é organizado pelas federações das Indústrias dos estados do Rio de Janeiro (Firjan) e São Paulo (Fiesp), entre outras entidades.
Fonte: http://uipi.com.br
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
O que é Construção Sustentável?
Entrevista concedida pelo consultor Márcio Augusto Araújo, ao Portal do Voluntário:
www.portaldovoluntario.org.br
Há quanto tempo existe o IDHEA e qual seu principal objetivo?
O IDHEA - Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica é o primeiro Centro de Referência no Brasil para uso de ecoprodutos e tecnologias sustentáveis fabricados em escala industrial, com aplicação em arquitetura e construção sustentável. Foi fundado em 1999 e é uma entidade privada que atua no mercado, através da prestação de serviços de Consultoria para Construção Sustentável e Reforma Ecológica; Cursos, Palestras, Eventos, e Desenvolvimento de Ecoprodutos. Além disso, o IDHEA também representa ecoprodutos fabricados industrialmente por empresas credenciadas.
Sua missão é:
• Incentivar um estilo de vida sustentável pela produção e uso de materiais e tecnologias que resultem num meio ambiente mais preservado e numa sociedade mais saudável, segura e solidária.
• Difundir o mercado de ecoprodutos e a construção sustentável no Brasil e na América Latina.
• Difundir um novo paradigma econômico com base na cooperação entre pessoas físicas, empresas, ONGS e governos, como modelo mais adequado para enfrentar o desafio por um mundo sustentável. O IDHEA acredita que um mundo ou sociedades baseadas em competitividade só pode conduzir aos limites do caos, que hoje vivemos.
O que é uma construção sustentável?
Construção Sustentável é um sistema construtivo que promove alterações conscientes no entorno, de forma a atender as necessidades de edificação e uso do homem moderno, preservando o meio ambiente e os recursos naturais, garantindo qualidade de vida para as gerações atuais e futuras.
Qual é o conceito de sustentabilidade aplicado na construção de casas?
Para uma obra ser considerada sustentável, ela deve causar o menor impacto sobre o meio ambiente e a saúde de seus ocupantes. Esta é a linha-mestra.
Como deve ser uma casa considerada sustentável?
Há nove passos principais para uma construção sustentável, que podem ser listados da seguinte maneira:
1. Planejamento Sustentável da Obra
2. Aproveitamento passivo dos recursos naturais
3. Eficiência energética
4. Gestão e economia da água
5. Gestão dos resíduos na edificação
6. Qualidade do ar e do ambiente interior
7. Conforto termo-acústico
8. Uso racional de materiais
9. Uso de produtos e tecnologias ambientalmente amigáveis
No entanto, nem sempre é possível atender a todos estes passos, em função de custos e desconhecimento de metodologia, materiais e tecnologias.
Qual a diferença entre materiais ecológicos e sustentáveis?
A diferença principal está na origem da matéria-prima e no processo de fabricação. O termo 'produto ecológico' surgiu pela primeira vez em 1978, na Alemanha, e referia-se então a artigos de origem agrícola (depois chamados de 'orgânicos'). Posteriormente, serviu para identificar materiais fabricados que: a) fossem produzidos com matérias-primas naturais renováveis (vegetais) ou não renováveis (como a terra, que é natural, mas 'não nasce de novo', podendo, contudo, ser reutilizada ou até mesmo reabsorvida); b) materiais de extração local ou próximos dos locais de uso -exs.: blocos de terra
(adobes); coberturas de madeira cortada (taubilha) etc.; c) materiais com pequeno dispêndio de energia para sua obtenção, transformação e beneficiamento. Em geral –e isso vai na direção de um senso comum generalizado-, produtos ecológicos são fabricados no local de uso, de forma artesanal ou semiartesanal.Materiais sustentáveis, por sua vez, são aqueles que aportam benefícios para toda construção, entorno e
meio ambiente, sem, no entanto, serem necessariamente naturais. São fabricados em escala industrial. Exemplos: tintas minerais; materiais reciclados; painéis solares fotovoltaicos, tubulações isentas de PVC ou recicladas, dentre outros.
Já existe no Brasil mercado para este tipo de produto, tanto para fabricantes quanto consumidores?
Sim, existe um mercado crescente, tanto de consumidores como de fabricantes.
É caro construir uma casa sustentável utilizando este material?
Sim e não. Primeiro o “não”: basta o cliente adequar sua realidade financeira ao que pretende em termos de obra sustentável, ou seja, é importante, antes de começar a construir, fazer um estudo de viabilidade econômica da obra sustentável. Se o cliente não fizer isso, ele corre o risco de ter seu ‘payback’ (retorno financeiro) só depois de 50 anos! Ora, sustentabilidade é um tripé que envolve economia,
ecologia e ganho social. Um projeto que não contemple isso, já perde, de saída, parte de seu viés sustentável.
Isso significa que nem sempre se poderá ter uma casa de alto padrão ou com soluções prontas, na forma de produtos que possam ser adquiridos no mercado. Às vezes, será preciso lançar mão de criatividade e até mesmo de soluções caseiras ou artesanais que reduzam custos, mas que permitam uma abordagem ‘eco’ da edificação. Exemplos: Usar garrafas PET transparentes com água clorada no telhado da casa, para iluminação natural; fazer pisos de cimento CP III ‘queimado’; usar pneus como elemento estrutural de muros de arrimo, e por aí vai.
Agora, o “Sim”. Não há um modelo único de construção sustentável. Cada caso é um caso, e é preciso avaliar uma série de interfaces –como perfil do cliente, local de implantação da obra, solo, clima, umidade relativa do ar, temperatura, vegetação e ecossistema no qual se está inserido, materiais disponíveis na região etc.- antes de se definir a obra. Nunca se sai escolhendo um material ou fazendo um projeto de acordo com a idéia do cliente ou do arquiteto. O que conta é a somatória de todos estes elementos, que formarão o conjunto de ações que resultarão na obra sustentável.
Podemos dizer com certeza que, quanto mais sustentável uma edificação, a tendência é que seu custo de implantação aumente. Principalmente se não houver um planejamento muito bem feito desde o início e se este planejamento não for obedecido. O que mais custa numa obra sustentável são as tecnologias sustentáveis, para uso e conservação de água e energia, e itens de acabamento e interiores.
Deve-se considerar, também, que a mão-de-obra tenha que receber treinamento especial para aplicação de materiais. Lembro que um dos setores mais conservadores da economia no Brasil e no mundo é o da
construção civil. Isso significa que há dificuldades em se introduzir novos métodos e materiais; é a chamada barreira cultural. Quebrar isso também tem um preço, que deve ser considerado por quem vai
iniciar uma obra sustentável ou eco-reforma.
É possível fazer uma reforma para tornar sua casa sustentável?
Sem dúvida. Já fizemos e fazemos várias. E uma empresa? O mesmo conceito de sustentabilidade pode ser aplicado na construção de um prédio ou uma empresa?
Claro. Veja o exemplo da obra do Banco Real (imagem ao lado).
Já existem muitos exemplos de construções sustentáveis no país? Quantos projetos o instituto já desenvolveu?
Há alguns exemplos de obras que receberam suporte do IDHEA para escolha e aplicação de ecoprodutos e instalação de tecnologias e sistemas sustentáveis, caso da Agência Granja Viana, do Banco Real ABN AMRO, em Cotia (Grande São Paulo). Até aqui, é a edificação que mais usou ecoprodutos em uma só obra. Além disso, essa construção recebeu um certificado internacional pelo LEED (Liderança em Energia
e Projeto Ambiental).
Esclareço que o IDHEA não faz projetos (com exceção de sistemas de reuso de água), mas presta assessoria a profissionais do ramo da construção ou a pessoas físicas e jurídicas empenhadas em construir sustentavelmente, orientando-os sobre as melhores soluções sustentáveis, ecoprodutos, tecnologias sustentáveis e como aplicá-los. Quais são os impactos mais imediatos na adoção de construções e tecnologias ecológicas e sustentáveis?
Há impactos “bons” e “maus”. Os (realmente) bons: benefícios para o meio ambiente, saúde dos seres vivos, consciência do ser humano e consciência planetária. Os (relativamente) maus: impacto no bolso
do cliente, pois uma obra realmente sustentável, quanto mais em busca da perfeição, é mais cara do que uma obra tradicional.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Belos, finos e sustentáveis
No piso ou na parede, beleza e resistência andam juntas. Da preocupação com o meio ambiente surgem os pisos ecológicos. Para facilitar a instalação, vêm com tudo os porcelanatos ultrafinos. Para enfeitar a vida, a aposta são os desenhos impressos
Texto Marilena Degelo Repórter de imagem Kátia Elena Rosa Fotos Carlos CubiEnquanto aumenta o número de empresas que investem em pisos e revestimentos sustentáveis – sem gerar poluição e consumir energia com a queima em fornos e feitos com mais de 50% de materiais reciclados –, as indústrias de porcelanatos desafiam os limites de resistência em novos tamanhos. Agora, além de grandes formatos, de até2x1m, foram lançados os modelos slim, de 3,5 mm a 6 mm de espessura. Ao lado dos finíssimos, as peças de cerâmica com espessura padrão, de11 mm, ganham estampas florais e grafismos. Tudo pela praticidade e elegância. Selecionamos as principais novidades de 2010 e tiramos as dúvidas de cada segmento:
Ecológicos sem mistério
■ São feitos de cimento, areia e agregados. Alguns incluem material reciclado (pneu, vidro, porcelanato, garrafas pet, espelho e cerâmica). Prensados e secos a frio, não têm queima em forno, o que geraria poluição e alto consumo de energia.
■ Os lisos revestem pisos e paredes de todos os ambientes. Não são indicados para o boxe do banheiro.
■ Os com alto-relevo vão apenas na parede. Para áreas externas, há pisos mais resistentes e drenantes, que suportam até 25 toneladas.
■ Na limpeza diária, basta pano seco para remover o pó dos cimentícios em áreas interna ou externa coberta. Polidos e impermeabilizados ou óleo fugantes são resistentes a riscos e absorção. Podem receber cera incolor. Em caso de mancha, use detergente alcalino ou produto do fabricante.
■ Os pisos de áreas externas descobertas não são polidos. Como ficam mais porosos, devem ser limpos com máquina de água sob pressão. Nas manchas, aceitam produtos de limpeza pesada.
■ A colocação do drenante lembra a preparação de um vaso antes do plantio. Após nivelar o solo, deve-se colocar uma camada de pedriscos, a manta bidim e, por fim, a areia socada. É necessário assentar as peças e preencher o vão entre elas com areia, sem jogá-la em cima. Durabilidade igual à do concreto.
■ A colocação dos outros ecológicos é como a dos demais pisos. Para evitar trincas, os formatos grandes devem ser assentados com argamassa flexível e dupla colagem. Podem ou não receber rejunte fornecido pelo fabricante.
1. Com 50 % de fragmentos de porcelanato reaproveitável, o Ecologic Stone, da Gyotoku, mede 60 x 60 cm e tem 2 cm de espessura. Preço: R$ 230 o m²
2. Ondas e malto - relevo caracterizam o cimentício com óleo fugante Marine Branco, da Castelatto, com 75 x 50 cm e 2,5 cm de espessura. Preço: R$ 340 o m²
3. Cimentício com óleo fugante, o Lêmini Fendi é um dos lançamentos da Castelatto. Com 2,5 cm de espessura, mede 60 x 60cm e custa R$ 340 o m²
4. Feito com 82 % de cerâmica reaproveitada de descarte, o Drenac Areia, da Gyotoku, possui 6cm de espessura. A peça de 40 x 40cm sai por R$ 120 o m²
5. Mistura de quartzo (93%) e resina (7%), o cimentício da Ecoart é vendido em placas de 1,18 x 1,18 m, com 1,2 cm a 3 cm de espessura. O preço varia de R$ 330 a R$ 480 o m²
6. Arabescos em baixo - relevo decoram as peças de 50 x 50 cm da linha Florealida Santorino. Feitas de concreto com 3 cm de espessura, saem por R$ 240 o m²
7. Em cinza-escuro, este cimentício da Ecoart possui 93 % de quartzo e 7 % de resina. As placas de 1,18 x 1,18 m têm espessura entre 1,2 cm e 3 cm, que custam de R$ 330 a R$ 480 o m²
8. Ideal para área externa, o cimentício Fendi Permeare, da Solarium, possui formato irregular e 4cmde espessura. Cada peça, de 50 x 50 cm, custa R$ 45
9. Estrela é um dos modelos personalizados da linha Ecotile, da Antigua, composto 75 % por material reciclado. Com 11mm de espessura, cada peça de 50 x 50 cm fica em R$ 69,50
10. Cimentício ecoeficiente da linha Gaya, da Concresteel, com 2 cm de espessura e formatos de 0,50 x 0,50 m até 1,5 x 1 m. Sai por R$ 100 o m²
Porcelanato: tire suas dúvidas
■ Existem dois tipos de porcelanato: o técnico e o esmaltado. O primeiro é mais nobre porque tem massa plena (de argila),com absorção menor de manchas e alta resistência à abrasão. Pode ser natural, polido ou acetinado. O esmaltado possui resistência menor e absorção maior.
■ Não há como evitar riscos e manchas. São menos visíveis apenas nos naturais, por não serem polidos. Mas esses modelos não podem ser restaurados, como o acetinado e o polido, o que os torna mais duráveis. O esmaltado não é recuperável.
■ Há peças especiais para piso e parede. Os ultrafinos podem cobrir parede e serem aplicados diretamente sobre outro piso, sem a necessidade de retirá-lo.
■ Na limpeza diária, use detergente neutro e álcool. Em sujeira difícil, passe saponáceo com esponja dura. Nunca cera.
■ Os fabricantes têm removedor específico para cada mancha: café, óleo, vinho, sangue e molho. Alguns porcelanatos aceitam outros produtos. Evite os corrosivos, que tiram o brilho das peças.
■ O esmaltado é escolhido pelo código PI, que deve estar na caixa. O número define a resistência ao tráfego na área: sala, quarto e banheiro, PI2; cozinha, PI3; garagem, PI4; e externa, PI5.
■ Os técnicos recebem abrasão profunda, o que os torna resistentes para todas as áreas. Por isso, não têm código PI. São sempre retificados e pedem junta menor que outros pisos, que precisam de mais espaço porque sofrem maior expansão volumétrica.Porcelanato: tire suas dúvidas
PORCELANATOS SLIM
1. Com 3,5 mm de espessura, o Dark Gray, da linha Laminum Beton da Eliane, é o porcelanato mais fino do país. A peça de 1 x 1m custa R$ 211,05 o m²
2. Da linha Slim, o porcelanato Pietra, da Portinari, possui 5,5 mm de espessura. As peças de 90 x 90 cm têm preço de R$ 259,90 o m²
3. Monocromático em preto, o porcelanato Slim Black, da Neostone, tem 4 mm de espessura. Mede 60 x 60 cm e sai por R$ 254,96 o m²
4. Extrafino, o porcelanato Thenac Stone, da Portobello, possui 4,7mm de espessura. Com medidas de 60 x 60 cm, custa R$ 99,90 o m²
5. Resistente para piso e parede, o porcelanato Sense White, da Gyotoku, tem 6 mm de espessura. A peça de 60 x 60 cm fica em torno de R$ 100om²
ESTAMPADOS
1. Com desenho geométrico pontilhado estilo retrô, o azulejo Forma é da linha Elegance da Portinari. Cada peça mede 15 x 60 cm e custa R$ 20,90
2. Delicada, a estampa colorida de ramos de flores está impressa na cerâmica Lamur, da linha Printemps da Eliane. Com medidas de 44 x 88 cm, custa R$ 168,55 o m²
3. Estampada de xadrez azul, a cerâmica DecorTileséda linha Premium da Eliane. A caixa com duas peças de 44 x 88 cm custa R$ 139,50
4. Com listras ultrafinas, a cerâmica Colore Línea Lilla, da Gyotoku, existe para piso, nas medidas de 42 x 42 cm (foto), e para parede. Sai em média por R$ 25 o m²
5. Adamascado, o porcelanato Paper Negro, da Neostone, é da linha slim, com 4 mm de espessura, e mede 44 x 88 cm. Preço: R$ 332,56 o m² ESTAMPADOS
Source: http://revistacasaejardim.globo.com
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Energia Eólica - Ecocasa
ENERGIA RENOVÁVEL, LIMPA, DE ALTA QUALIDADE E CONFIÁVEL
O sistema, quando previsto armazenamento, utiliza BATERIAS, dimensionadas geralmente para suprir até três dias e
noites com ventos insuficientes, possibilitando a autonomia do sistema. Incorpora também CONTROLADOR ou REGULADOR DE CARGA, que carrega adequadamente a bateria, protege contra sobrecargas e descargas excessivas, etc., e INVERSOR, que converte energia elétrica DC (corrente contínua) em energia AC (corrente alternada) para
possibilitar a alimentação de cargas AC, geralmente em 110V.
APLICAÇÕES
Bombeamento de água
Iluminação residencial, comercial e pública
Computadores e internet
Televisores e parabólicas
Rádios e celulares (telecomunicações)
Freezers e geladeiras especiais
Sistemas de segurança
Outros
VANTAGENS
Confiável, fontes inesgotáveis e gratuitas
Energia limpa, sem poluição ou qualquer resíduo
Alta qualidade, sem harmônicas e sem ruídos
A instalação do sistema, que é modular, pode ser realizada tanto em obras em andamento como em construções
finalizadas
Fonte:http://guia.construcaoeficiente.com.br
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Construir com resíduos
O conceito deste tipo de habitação parte de um espírito de reciclagem combinado com a utilização de energias renováveis, com o que se pretende, além de torná-las muito econômicas, ajudar a descontaminar e a diminuir o impacto sobre o meio ambiente e permitir sua integração ao mesmo.
Em um jornal londrino, recentemente, vejo a notícia de que a Inglaterra -Brighton e em Fife, Escócia- converteu-se no primeiro país da União Européia em aceitar, oficialmente, a edificação de casas ecológicas elaboradas a base de materiais de rejeitos (Lixo), conhecidos como “Earthships” (do inglês "barco terrestre", "navio de terra", ou apenas eco-casas) feitas completamente de material reciclado: garrafas, latas de alumínio e lataria de automóveis, dentre outros.
O "Earthship" é um modelo arquitetônico de habitação autônoma desenvolvido há mais de 30 anos a partir dos trabalhos originais do arquiteto norte-americano Michael Reynolds, baseado principalmente em quatro elementos:
1- A orientação da casa para o sul (Nota do Tradutor: No hemisfério sul, caso do Brasil, entenda-se para a face Norte) -válido para o hemisfério norte e onde há estações- com um projeto que permita uma ótima captação da luz e do calor solar. Esta energia passiva é obtida com a construção de muros nas faces Norte, Leste e Oeste, e uma face Sul inteiramente aberta ao exterior mediante cristais.
2- Utilização de latas usadas, colocadas em posição horizontal, como se fossem grandes tijolos, recheadas de terra compactada, para as paredes externas da casa, resultando numa parede incrivelmente estável, com os benefícios da massa térmica que permite manter dentro da habitação uma temperatura média constante entre 15 e 20o. C. Trata-se do princípio pelo qual o calor se transfere das áreas quentes às frias de maneira que se tornam frescas durante o dia e quentes à noite. Para as paredes internas, utilizamse latas e garrafas.
3- Utilização de energias pouco contaminantes, como a solar e do vento para o consumo doméstico, que, além de ser baratas e "limpas", tornam possível a construção do "earthship" em qualquer lugar por sua
independência das redes de abastecimento habituais.
4- Instalação de sistemas de captação e armazenagem de água, assim como o tratamento de águas residuais graças a um sistema de filtros e drenagem, o que minimiza e melhora o consumo.
Um aspecto bem importante é que este tipo de construção utiliza em torno de 10% da energia que normalmente demanda a construção de uma habitação, se levamos em conta a empregada em cada um dos
processos de transformação dos materiais de construção (exemplo: cimento, cerâmicas, plásticos...) e a correspondente à calefação, resfriamento e iluminação de uma residência. Vale a pena recordar que, no mundo, 50% dos gases que aquecem a atmosfera são produzidos pela indústria da construção, mais do que por aviões ou automóveis.
Isso me leva a pensar a "vantagem" que, nesse sentido, os países em vias de desenvolvimento levam sobre o velho continente: em nosso caso, as habitações recicladas são o "pão de cada dia". Há muitos anos e sem licença são construídas diariamente em nossas cidades, conformando bairros de miséria e invasão, onde paus, latas e papel acartonado, entre outros, têm uma nova oportunidade de converter-se em uma casa - nada digna-, para tantas famílias pobres e sem teto, situação agravada com problemas como o do "deslocamento forçado" muito frequente, nos últimos anos, na Colômbia, em razão do conflito armado. Para se ter uma ordem de grandeza, vale a pena recordar que, no caso de Ibagué, com uma população em torno de 400 mil habitantes, nos últimos três anos chegaram cerca de 3.000 famílias deslocadas -15.000 pessoas-, despojadas de suas terras no campo, correndo para salvar suas vidas e em busca de um novo projeto de vida, um teto seguro e trabalho em uma cidade onde o desemprego anda na casa dos 25%.
Para finalizar, vale a pena recordar que nós temos à mão um recurso natural, abundante, econômico, renovável, que é a guadua -nosso bambú-, com o qual se podem construir casas muito bonitas e econômicas.
Fonte: EcoPortal.net (publicação autorizada)
Arquiteto Mario Alvarez Urueña*
(Tradução: Idhea – Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica)
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Tijolo Ecológico - Dúvidas
O tijolo Ecológico só pode ser assentado com cola?
Não, o tijolo ecológico pode ser assentado de varias formas, a cola PVA é uma das maneiras mais prática e rápida, também podemos utilizar a argamassa de assentamento convencional ou uma mistura feita de cola, água e o próprio solo. Por ser um sistema de modular , dependendo do projeto proposto, podemos dispensar a cola entre os tijolos a utilizar somente os sistema de encaixe dos mesmos.
Quantos pavimentos podem ser feitos, utilizando tijolo ecológico?
O quantitativo de pavimentos varia conforme o estudo de cada projeto, essa quantidade deve ser indicada pelo calculista do projeto que levará em consideração fatores como tipo de fundação e ser utilizada, cargas que esse edifício terá, etc. Possuímos em nossa galeria de projeto, um conjunto habitacional na cidade de Ourinhos–SP, que possui mais de mais 70 casas, sendo os blocos em 3 pavimento. Confira as fotos em nosso site.
Como é colocada a laje?
Quando a construção alcança a altura do ponto de laje, são colocadas duas ou mais fiadas do tijolos canaleta, essa quantidade varia conforme o projeto, formando uma grande viga em toda a parte superior da edificação e é sobre essa fiada que a laje se apóia ficando pronta para receber um pavimento superior.
As casas com tijolos ecológicos são aprovadas pela Caixa Econômica?
O tijolo ecológico é um material normatizado e que possui certificação pela ABNT (Associação Brasileira de Normas técnicas). Por tanto pode ser aprovado normalmente pela Caixa Econômica, para facilitar o processo é indicado que se anexe juntamente ao pedido de aprovação a norma técnica do solo cimento ( NBR 10836) e um laudo de laboratório do tijolo a ser utilizado para comprovar que este possui a resistência exigida pela norma norma.
Qual a medida dos ferros que devo utilizar nas amarrações?
Cada Projeto possui sua particularidade por isso o sistema estrutural, como o quantitativo e a espessura da ferragem, devem ser indicadas pelo responsável técnico da obra, em um projeto comum que não recebe muitas cargas adicionais, usa-se nos grautes, barras 8mm e para os grampos ferragem 4 mm.
O que fazer com o tijolo trincado na parede?
Quando forem apenas fissuras pode ser feito uma massa com solo + cola, que é aplicada sobre as fissuras, se forem rachaduras ou tijolos que foram muito danificados durante a obra, pode ser feita a substituição do lado danificado retirando a face do tijolo com uma “makita”, e colocando uma nova no local. Esse método é utilizado quando a os tijolos forem usados aparentes na construção, e deve ser efetuado antes do rejuntamento.
Para construir com tijolo ecológico é necessário o uso de mão-de-obra especializada?
Não. Apesar de alguns profissionais não conhecerem o técnica de assentamento, esta é bem simples, devemos nos atentar a alguns detalhes que garantem um bom desenvolvimento a execução, como fazer um projeto de modulação, iniciar a primeira fiada bem nivelada e sempre seguir o projeto.
Por que, em alguns casos, ocorrem rachaduras nas paredes?
Tem vários fatores que podem ocasionar as rachaduras, como tijolos com medidas diferentes, massa de assentamento muito forte, fundação feita inadequadamente entre outros.
A Construção com tijolo Ecológico tem que ser feito uma fundação especial?
Não. É uma fundação igual a da construção que utiliza o tijolo convencional e em ambos os casos, modifica de acordo com o projeto e o solo da região.
O que acontece se fabricar os tijolos e não molhar?
Ao pula essa etapa, você comprometerá a resistência do tijolo ecológico de tal forma que o mesmo poderá até se esfarelar, pois ao ser molhado ou mantida a umidade, o cimento reage e propicia a resistência exigida pelas normas da ABNT.
A construção com tijolo ecológicos é realmente térmica?
Os furos dos Tijolos Ecológicos permitem que ar fique em constante movimento e formem câmaras termo-acústicas, controlando a temperatura no interior da casa. Nos dias quentes, a temperatura do interior da casa é fresca e à noite fica aquecido, diminuindo também a poluição sonora;
Qual é a redução de custo do M² construído com tijolo ecológico?
A redução pode chegar até 30% no custo final da obra, não computando os tipos de louça, acabamento, etc...
Onde são utilizados os tijolos canaletas?
Os tijolos canaletas possuem varias funções no projeto, estas são utilizadas como parte do sistema estrutural da edificação. Quando concretados os tijolos canaletas formam as vigas do projeto ou as chamadas cintas de amarração, são utilizadas também em baixo e em cima das janelas (verga e contra-verga), nas paredes a 1m de altura (formando cinta de amarração) e no respaldo antes do oitão. Os tijolos canaletas são usados também como condutores do sistema hidráulico e elétrico, exemplo: temos duas tomadas em uma parede na mesma altura, podemos percorrer com a fiação pela fiada de tijolo canaleta no sentido horizontal para fazer a ligação entre elas, fazendo assim uma economia de material.
Os tijolos ecológicos aceitam qualquer tipo de revestimento?
Sim. Qualquer tipo de revestimento aplicado na construção convencional pode ser utilizado, sem qualquer de preparação especifica. Dentre muitos revestimentos podemos citar a argamassa, para fixar os azulejos e pastilhas, grafiáto, texturas, reboco, tinta a base de água, tinta a base de óleo, resinas, impermeabilizantes, vernizes, gesso, papel de parede, etc... Devida a perfeição da parede e do prumo, menos material será utilizado para finalizar a obra.
Depois de quanto tempo posso transportar os tijolos?
O aconselhado é fazê-lo após 7 dias de cura, pois transcorrido esse período, o tijolo já adquiriu a resistência mínima para que não quebre facilmente.
O meio tijolo é necessário?
Sim, este pode ser produzido pelas nossas máquinas ou podem ser feitos no canteiro de obra, cortando o tijolo ao meio, por esse material utilizar um projeto de modulação, cada tijolo tem seu lugar definido na obra, onde as extremidades das paredes sempre terminam com uma fiada de tijolo inteiro e uma com o meio tijolo, o que evita a quebra desordenada das peças na obra, causando uma diminuição considerável de lixo produzido no local e no desperdício de material.
Qual são os tipos de cimento que posso utilizar?
Para a produção dos tijolos e pisos ecológicos não há restrição para o tipo de cimento a ser utilizado, pois todos desempenham a mesma função de dar resistência ao tijolo, portanto a escolha fica a critério do cliente.
É obrigatório deixar um espaço entre um tijolo e outro? De quantos centímetros?
O tijolo ecológico, como qualquer tipo de material, possui uma dilatação e uma retração conforme as mudanças climáticas. É importante que haja sim, um espaçamento entre um tijolo e outro de aproximadamente 1mm a 1,5mm , esse espaçamento também deve ser levado em conta na hora de fazermos a planta de modulação, pois a cada 8 tijolos a parede avança aproximadamente 1cm, portanto a planta baldrame é elaborada com o critérios de espaçamento para evitar que os tijolos excedam a fundação.
O tijolo ecológico é mais resistente que o tijolo cerâmico?
Com base nas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) podemos fazer um comparativo. A resistência MÍNIMA exigida para o Tijolo de Solo-cimento é de 2 MPA (Mega Pascal). Já no tijolo de cerâmica vermelha a resistência é de 1 MPA (Mega Pascal). Portanto, o TIJOLO ECOLÓGICO, dentro das normas da ABNT, possui o dobro da resistência, deixando o tijolo de cerâmica vermelha em desvantagem com o mínimo de sua resistência.
Uma casa construída com tijolo ecológico pode ser ampliada depois?
Sim. Tanto na construção ecológica como na convencional, a modulação não impede a ampliação da edificação, basta fazer um analise da parte existente e com base nesta, comece uma nova modulação para a ampliação.
Quais os tipos de resíduos que se pode utilizar na fabricação dos tijolos ecológicos?
Existem vários tipos de resíduos que podem ser utilizados para a fabricação de Blocos, Tijolos e Pisos Ecológicos, como: cinza do bagaço de cana de açúcar, cinza da casca de arroz, porcelana, gesso industrializado, fibrocimento, areia de fundição, material de construção civil, até mesmo os de resíduos orgânicos, que são condicionados em matérias-primas purificadas microbiologicamente, e que prensadas são utilizadas perfeitamente na Construção Civil.
O tijolo ecológico pode ser utilizado no sistema convencional?
Pode. Isso é uma opção do cliente, mas o indicado é que seja feito um projeto de modulação, pois os tijolos ecológicos possuem encaixes perfeito e fácil assentamento. Com o projeto de modulação em mãos cada tijolo possui seu lugar certo na edificação, evitado a quebra de parede, desperdício de material e garantindo a rapidez no processo construtivo.
O tijolo ecológico pode ser construído num sistema convencional?
Pode, isso é uma opção do cliente, mas o indicado é que seja feito um projeto de modulação, pois os tijolos ecológicos possuem um encaixe perfeito e um fácil assentamento, com o projeto de modulação em mãos cada tijolo possui seu lugar certo na edificação evitado a quebra do tijolo e desperdício de material na obra e garantindo rapidez no processo construtivo.
O tijolo ecológico pode ser utilizado em churrasqueira?
Sim, os tijolos ecológicos, depois de curados, além de possuírem ótimas propriedades termo acústica, possuem grande resistência a altas temperaturas, o que permite perfeitamente seu uso em churrasqueiras.
Uma casa construída com tijolo ecológicos pode ser ampliada depois?
Sim, a modulação não impede a ampliação da edificação, basta fazer um analise da parte existente e com base nesta, começe uma nova modulação para a ampliação.
O tijolo é mais resistente que o tijolo cerâmico?
Com base nas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) podemos fazer um comparativo. A resistência MÍNIMA exigida para o Tijolo de Solo-cimento é de 2 MPA(Mega Pascal). Já no tijolo de cerâmica vermelha a resistência é de 1 MP. Portanto, o TIJOLO ECOLÓGICO, dentro das normas da ABNT, possui o dobro da resistência, deixando os tijolos de cerâmica vermelha em desvantagem com o mínimo de sua resistência.
É obrigatório deixar um espaço entre um tijolo e outro? De quantos centímetros?
O tijolo ecológico, como qualquer tipo de material, possui uma dilatação e uma retração conforme as mudanças climáticas, é importante que haja sim um espaçamento entre um tijolo e outro que é de aproximadamente 1mm a 1,5mm , esse espaçamento também deve ser levado em conta na hora de fazermos a planta de modulação, pois a cada 8 tijolos a parede avança aproximadamente 1cm, portanto a planta baldrame é elaborada com o critérios de espaçamento para evitar que os tijolos excedam a fundação.
Os pedreiros acostumados com os tijolos convencionais precisam de treinamento ou apenas de noções de como trabalhar com esse "novo tipo de tijo"? E se secessário o treinamento, onde encontra-lo?
Não é necessária mão de obra especializada, o tijolo ecológico é muito fácil de trabalhar. Na compra de máquinas e equipamentos oferecemos um curso de fabricação de tijolos ecológicos, modulação e um curso básico de construção modular. Também temos parcerias com Universidades Federais que disponibilizam cursos e treinamentos na área da construção civil modular.
Qual é o tipo de solo para fabricação de tijolo ecológico?
O solo mais apropriado é aquele que indica de 50% a 70% arenoso. Porém hoje, com as tecnologias, o solo que não tem essa característica pode ser corrigido, com outros matéria, garantindo um ótimo tijolo.
Fonte: http://www.tijolosecologicos.net
domingo, 13 de outubro de 2013
A casa do futuro é sustentável
Responsável por 40% do consumo de energia no mundo, padrão de edificação atual é insustentável. A boa notícia: tecnologia já está disponível e não há perda de conforto. Falta o mercado se adaptar.
Em uma área verde a duas horas do Rio de Janeiro começa a ganhar forma o que pode ser a casa do futuro. A água dos chuveiros e torneiras será reaproveitada para a descarga dos banheiros, e o esgoto passará por tratamento nas instalações de cada uma das oito residências do condomínio, na região de Pedro do Rio, distrito de Petrópolis.
O planejamento de iluminação, com amplas janelas e luzes de led de baixo consumo, deve reduzir a conta de energia elétrica em até 30%. O aquecimento de água é feito com placas solares. Apesar do padrão sofisticado, não há previsão de ar-condicionado. Em vez disso, há um telhado com cobertura vegetal, que reduz em 30% a variação de temperatura em relação ao ambiente externo. A primeira casa está em construção, e os preços começam em 1,1 milhão de reais.
O projeto, uma exceção nos padrões brasileiros, segue regras que já vigoraram na Europa e nos Estados Unidos, onde há cerca de 200.000 construções com o selo Breeam (Building Research Establishment Environmental Assessment Method), considerada a mais rigorosa certificação em matéria de exigências ambientais.
O condomínio Movimento Terras foi pensado para ser uma casa de campo de luxo. Mas morar e construir de forma “sustentável” caminha para ser o padrão em um futuro próximo. O modo de vida em um mundo mais preocupado com o meio ambiente passa, necessariamente, por transformações na forma de morar e fazer casas. O padrão de edificação nos dias de hoje é algo altamente poluente – ou, para usar a palavra do momento, insustentável.
Prédios comerciais e residenciais são responsáveis por 40% do consumo anual de energia do mundo, por um terço dos recursos naturais consumidos pela sociedade – incluídos na conta 12% de toda a água potável da terra – e por 40% do lixo sólido. Os recursos são consumidos de forma inadequada na construção e ao longo da vida útil dos imóveis, com o alto consumo de energia para climatização, iluminação e aquecimento de água.
A mudança no padrão mundial de edificação é uma recomendação da ONU para que o planeta ponha em prática a "economia verde", que estará em debate durante a Rio+20, em junho. De forma geral, conhecimento, técnicas e materiais para que casas e edifícios sejam ambientalmente mais adequados são conhecidos. Mas as experiências nesse sentido ainda são limitadas.
No Brasil, o conjunto habitacional Rubens Lara, em Cubatão, é considerado um exemplo de construção ‘verde’. No lugar de madeira, esquadrias metálicas; em vez de eletricidade para esquentar a água, energia solar. As medições de gás, energia e água são individuais – o que estimula cada família a controlar melhor o seu consumo.
As 1.840 unidades do Rubens Lara fazem parte do projeto do governo paulista que prevê a remoção de 7.760 famílias moradoras de áreas irregulares do parque Serra do Mar. O Rubens Lara foi reconhecido pelo programa Iniciativa de Habitação Social Sustentável (Sushi), que faz parte do programa da ONU para o meio ambiente.
O Estado de São Paulo tem investido na construção de casas ambientalmente corretas desde o governo passado. As moradias têm inovações que passam pelo aquecimento solar, pé direito com cerca de 2,60 m (os convencionais têm 2,40), janelas maiores para ajudar a ventilar e iluminar.
Com as mudanças houve redução de 30% no consumo de energia nessas residências. De 2009 a 2012, foram construídas 60 mil unidades habitacionais verdes bancadas pelo estado.
Como trata-se de exceção, a construção de um edifício sustentável hoje ainda é cerca de 10% mais cara. Os benefícios vêm depois, com os gastos menores nas contas de consumo e na manutenção. O investimento nessa tendência de construção facilita a manutenção, reduz a incidência de doenças e estimula a família no emprego e na escola. Se você entrega uma casa com sistemas mais práticos, até nos materiais de limpeza há economia. A tendência mundial hoje é aumentar as moradias. Em uma casa com padrões mínimos de conforto, fácil de manter e limpar, as famílias produzem mais, crianças aprendem melhor.
Ainda são poucas as edificações brasileiras com certificados de sustentabilidade. O selo LEED, um dos mais conhecidos, foi dado a apenas 500 prédios no país.
É difícil popularizar porque há um custo. Mas as classes média e alta estão tendo maior aceitação hoje. Em parte, por uma expansão da consciência ecológica, mas também porque chegam ao mercado produtos ‘verdes’ com maior qualidade. Em São Paulo, há mais prédios com certificação porque há uma expansão da construção para a classe A e pela existência de muitas multinacionais que querem manter o padrão usado lá fora.
Ainda assim, no Brasil, somente 1% das construções de médio e alto padrão têm selo de sustentabilidade. Nos EUA e na Europa, isso representa cerca de 15% do mercado imobiliário. Aproximadamente 500 edificações brasileiras estão na fila para reivindicar o selo Leed, o que demora dois anos para ser expedido.
No Rio, em 2007, havia apenas dois prédios com certificação. Chicago, que competia com o Rio para sediar as Olimpíadas de 2016, tinha mais de 600. O Comitê Olímpico Internacional (COI) exige construções verdes. Tanto que, em Londres, uma das técnicas usadas no Parque Olímpico foi a colocação de telhados verdes, que reduzem a temperatura em até três graus.
De volta à realidade brasileira, ainda há um longo caminho a ser percorrido. Enquanto na cidade-sede dos Jogos Olímpicos 2016 ainda vigora uma lei que obriga os novos prédios a terem quarto de empregada, na Europa de forma geral uma habitação reformada ou nova só pode ser erguida ou modificada se tiver padrões mínimos de eficiência, sobretudo energéticos. Caso contrário, a prefeitura não dá autorização para habitar.
A proposta da ONU para as edificações ‘verdes’ começa pelo poder público. As recomendações das Nações Unidas são para que prédios públicos, como hospitais e grandes edifícios, sejam o ponto de partida para uma mudança de padrão. Afinal, é preciso criar escala para que produtos e normas ambientalmente corretas sejam também rentáveis.
Enquanto a indústria não faz a virada, a preocupação ambiental se mantém no campo das exceções. As oito casas do condomínio Movimento Terras foram projetadas desde o início de acordo com preceitos de interferência mínima no meio ambiente. Isso significa, por exemplo, construir com mínima interferência no terreno, considerando para o empreendimento o movimento dos ventos e todo o ambiente ao redor – exigências para a certificação Breeam.
Cada casa tem uma pequena estação de tratamento de esgoto (ETE). A previsão é de que a economia de água e energia nas unidades do Movimento Terras seja de 30%. Todo o aço usado é reciclado, as madeiras e outros materiais têm comprovação de origem.
O mercado de construção tem itens que permitem, mesmo em uma reforma, reduzir o consumo e o impacto ambiental de uma casa ou apartamento normal. Entre eles, estão as válvulas de descarga com dois níveis de acionamento, lâmpadas de led, painéis de aquecimento solar e janelas com vidros que reduzem o aquecimento causado pela luz solar, sem escurecer tanto o ambiente.
O diferencial ambiental é um argumento a mais para a venda, mas ainda não é algo que motive isoladamente a compra. Mas o que percebemos é que faltam alguns passos para que a cultura de construções ambientalmente corretas se consolide no Brasil.
Fonte: http://exame.abril.com.br
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Arquiteto cria “árvore marinha” gigante contra poluição
Projeto também serviria de abrigo para vida selvagem no litoral dos centros urbanos.
O contato com o verde e o ar puro não fazem parte da rotina da maioria dos habitantes dos grandes centros urbanos. Imagine então, como é a vida de pássaros, insetos e outros animais que fazem das áreas verdes o seu hábitat. Complicada, não?
Pensando em solucionar dois problemas de uma vez – o da poluição das metrópoles e o da falta de espaço para a fauna e flora – o arquiteto alemão Koen Olthuis bolou uma solução curiosa: o edifício "Sea Tree".
Trata-se de uma estrutura de 30 metros de altura projetada para cidades próximas ao mar ou rios, como Londres e Nova York, e capaz de reproduzir todo o ecossistema de uma árvore, servindo de abrigo para os bichos. Por ser divindade em camadas, a estrutura flutuante poderia hospedar vários tipos de animais, incluindo os que vivem no mar.
Responsável pelo projeto, o Waterstudio sugere que árvore do mar seja construída a partir de tecnologias offshore bastante semelhantes ao das plataformas de petróleo em mar aberto. Em seu site, eles defendem ainda que grandes companhias petrolíferas façam doações de “Sea Tree” para as cidades onde atuam.
O que parece coisa de ficção-científica pode se tornar realidade, em breve. De acordo com reportagem do jornal britânico Daily Mail, o escritório de arquitetura afirma que “um cliente já manifestou grande interesse” e que o projeto será totalmente realizado no período de dois anos. É esperar para ver.
Fonte: http://exame.abril.com.br
domingo, 6 de outubro de 2013
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Edifício de jardim botânico em Nova York se incorpora à topografia do terreno
Construído em vidro, novo centro de visitação tem telhado verde de 3 mil m²
O Jardim Botânico do Brooklyn, em Nova York, Estados Unidos, inaugurou na última quarta (16), seu novo Centro de Visitação. Incorporado a um morro existente no nordeste do terreno, o prédio de vidro parece ser uma extensão da topografia do jardim, que tem aproximadamente 210 mil m².
O Centro de Visitação ocupa cerca de 6 mil m² do terreno e possui diversas características sustentáveis, como um jardim de 3 mil m² em seu telhado, que deve receber a certificação Leed Gold (Liderança em Energia e Design Ambiental). Em 2008, este projeto idealizado pela empresa de arquitetura Weiss/Manfredi recebeu o prêmio por Excelência em Design da Comissão de Design Público da cidade de Nova York.
O jardim tem o formato de uma folha e abriga mais de 40 mil plantas, entre gramíneas e flores silvestres. De acordo com os arquitetos, esta composição irá mudar ao longo dos meses, se adequando a cada estação do ano.
O edifício foi concebido para ser uma nova entrada da cidade para o Jardim Botânico. Os visitantes que entram pela avenida Washington passam por uma treliça de vidro curvado antes de chegar aos principais ambientes do jardim, como o Japanese Hill-and-Pond e o Cherry Esplanade. O edifício também possui uma sala para orientação de visitas em grupo, um espaço para eventos e loja com produtos de jardinagem.
As paredes curvas de vidro permitem que os visitantes vejam o jardim do lado de dentro do edifício. O vidro é poroso para a filtragem de luz. O lado norte do edifício foi construído em uma berma pré-existente, aumentando sua eficiência térmica. Os vidros com grades minimizam o ganho de calor e aumentam a iluminação natural, ao mesmo tempo em que um sistema aquece e esfria os ambientes internos.
Ao redor do Centro de Visitação, foram plantadas aproximadamente 60 mil plantas, como rosas nativas, cerejeiras e magnólias. O Jardim Botânico ainda pretende construir um jardim de ervas, um bosque e um jardim de flora nativa. Além disso, outros futuros projetos são um jardim da água e um jardim da descoberta, destinado às crianças.
O Jardim Botânico do Brooklyn é uma instituição sem fins lucrativos destinado à educação, ciência e exposição de horticultura. No dia 2 de junho, o local receberá um evento aberto ao público com diversas atividades relacionadas à jardinagem urbana.
Publicado originalmente por Aline Rocha na revista Au.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Dicas e Técnicas do Superadobe
O superadobe é, talvez, a maneira mais simples de construir com terra, pois não é necessário fazer qualquer teste com o material, não é preciso peneirar a terra, nem moldá-la e nem acrescentar palha. As paredes são erguidas muito rapidamente, mas é preciso ter uma equipe de pelo menos cinco pessoas.
Sistema construtivo
O superadobe necessita de ferramentas simples para sua execução:
- um pedaço de cano que servirá como funil (tubo de PVC de 250 mm é o ideal),
- pedaços de sacos de polipropileno (servem também sacos de adubo),
- soquetes, - arame farpado (colocado entre as camadas),
- baldes,
- marretas de borracha para aprumar as fiadas.
O saco usado para erguer as paredes é um grande rolo de polipropileno (bobina) com aproximadamente 50 cm de largura. O rolo é cortado em pedaços do comprimento da parede a ser construída, deixando-se uma pequena sobra em cada ponta para fazer o acabamento.
Este grande saco vai sendo preenchido com terra, com a ajuda de um cano que funciona como um funil. Assim vão sendo formadas as “fiadas” (camadas) que depois são – bem – socadas, cobertas por outra fiada e assim sucessivamente, até a parede ser completamente erguida.
Dicas da tecnologia
As paredes devem ser isoladas do contato com o chão, para evitar problemas com umidade. Como fazemos isso? Simples, utilizando o próprio superadobe, só que em lugar de terra usamos areia e cimento, na proporção 9/1, nas primeiras fiadas, até acima do nível do solo.
É muito importante que as fiadas sejam muito bem socadas. Quanto mais compactada, melhor será a sua parede. Sempre fique atento ao prumo!
As paredes de superadobe são estruturais, portanto dispensam a construção de pilares ou vigas, e permitem instalações elétricas e hidráulicas embutidas ou aparentes.
Após a remoção do saco, o recomendado é a utilização de um reboco natural.
Descubra TUDO sobre o superadobe: colocação de janelas, telhados, remoção adequada do saco, preparo do reboco, instalação elétrica e outras dicas, diretamente da fonte, participando do BioTerra.
Fonte: http://www.ecocentro.org
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Condomínio ecológico
Arquiteto italiano cria sistema modular de construção, que utiliza 80% menos materiais e emite 80% menos carbono
Por Casa e Jardim Online
O projeto foi criado nos anos 1960, mas sua aplicação nunca foi tão necessária como agora. A técnica desenvolvida pelo arquiteto italiano Dante Bini está sendo relançada por seu fiho, Nicoló. Batizado de Binishells, o sistema consiste em construções modulares, criadas com finas estruturas de concreto, infladas com baixa pressão de ar. Além de economizar 80% em material, a técnica faz com que as edificações tenham 95% de CO2 e emitam 80% a menos de carbono em relação às construções comuns. Apesar de parecerem frágeis, são resistentes e resistem até a fenômenos naturais, como furacões e terremotos. Versáteis, as Binishells podem ser levantadas em diversos tamanhos e formatos, podendo ser usadas como residências, escolas e até abrigos de emergência. Também é possível customizar a aparência dos módulos, utilizando pintura, enfeites e até cobrindo-os com gramado, por exemplo. Confira as fotos:
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Construção verde no Canadá
Vancouver ganha prédio que promete uso zero de energia e de água por pelo menos um ano
Por Casa e Jardim OnlineA sustentabilidade é uma das características mais fortes dos projetos arquitetônicos contemporâneos. Por isso, a cidade de Vancouver, no Canadá, também vai ganhar uma construção com alta tecnologia verde que, além de ser ecológica, também terá um design moderno. Trata-se do VanDusel Botanical Gardens, assinado pelos arquitetos locais da Busby Perkins + Will. Para conquistar o certificado de sustentabilidade, a construção contará com diversos atributos, como um teto verde, sistema de reaproveitamento da água da chuva e captação de energia solar, entre outros. Além disso, o prédio deverá passar pelo menos um ano sem gastar água e energia elétrica. A previsão é de que a obra seja inaugurada em 2011.
http://www.perkinswill.ca/work/vandusen-botanical-garden-visitor-centre.html
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Reciclagem de Materiais
A construção civil é responsável por até 50 % do consumo dos recursos naturais extraídos. Certamente é a maior geradora de resíduos de toda a sociedade. O consumo de agregados naturais somente para a produção de concreto e argamassas é de 220 milhões de toneladas no Brasil. Nas cidades cerca de 60% do volume de resíduos gerados provém da construção civil. Para a produção de aço apenas uma usina siderúrgica produz cerca de 1,2 milhão de toneladas de escória granulada por ano, o equivalente a 3 mil toneladas por dia, além de emitir milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.
Recilar e Reutilizar é extremamente importante para a economia de energia, preservação dos recursos naturais e conservação da biodiversidade.
Pneu como material de construção
O pneu vem sendo utilizado há mais de um século pela humanidade, e este invento impulsionou o progresso e o desenvolvimento da sociedade. O processo de vulcanização foi descoberto casualmente por Charles Goodyear em 1845, e hoje diversos são os veículos que utilizam este artefato que trabalha sob alta pressão e temperatura, resistindo aos impactos e promovendo atrito. O pneu é produzido com uma mistura de borracha natural e borracha sintética junto com outros materiais como aço, nylon, carvão ( negro-de-fumo ), entre outros que o atribuem uma boa resistência mecânica.
Contudo o aumento do uso demandado pela sociedade gerou um imenso volume de resíduos. O Brasil descarta por ano creca de 30 milhões de pneus velhos. No Reino Unido são cerca de 25 milhões, e na Austrália são 10 milhões de pneus descartados por ano. Nos Estados Unidos são em torno de 242 milhões, e estima-se que estão depositados em torno de 3 bilhões de pneus em montanhas a céu aberto nos desertos.
O pneu é um ótimo material que pode ser adequado para uso na construção. Pode dar uma base forte como fundação bem como pode suportar a carga estrutural como parede portante, pois proporciona uma estrutura muito resistente.
Materiais de demolição
Todo material para ser produzido consome uma quantidade de energia, então toda vez que reutilizamos algum material estamos economizando energia. O modelo convencional de construção civil consome cerca de 30% de toda energia gerada no planeta, e libera na atmosfera milhões de toneladas de poluentes. Por exemplo, para se produzir uma fornada de 40 mil tijolos é necessário a queima de 60m³ de lenha durante quinze dias seguidos, já a fabricação do cimento é responsável por 7% das emissões de gases causadores do efeito estufa.
Os materiais também trazem uma bagagem histórica que nos ajudam a valorizar o passado. Com a demolição ou o desmonte de obras podemos obter telhas cerâmicas, tijolos, pedras, esquadrias, madeira, dentre tantos outros materiais que podemos e devemos reutilizá-los e reciclá-los.
Reciclagem de entulho de obra
A construção civil gera um imenso volume de resíduo, e representa uma gigantesca quantidade de energia consumida. O entulho de obra quando bem manejado nos proporciona agregados de ótima qualidade.
Fonte: http://www.arquiteturaambiental.com
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Prédios argentinos pagarão menos imposto por ter jardins no telhado
Os prédios da cidade de Buenos Aires pagarão menos impostos por ter jardins no telhado, de acordo com uma lei recém-sancionada pelo governo local.
A redução do ABL (equivalente ao IPTU brasileiro) será de até 20% para o edifício de “telhado verde” de acordo com a nova medida, que contou com ampla maioria dos votos da situação e da oposição, na votação realizada no fim do ano passado.
O secretário de Desenvolvimento Urbano portenho, Daniel Chain, disse que a medida vale para os edifícios já existentes.
O objetivo, afirmou, é “cuidar do meio ambiente” a partir de uma “mudança cultural”.
“Nossa meta é ambiental. E entendemos também que devemos ser os primeiros a aplicar a iniciativa. Por isso, desde o ano passado, começamos a construir escolas com vegetação nos telhados. E o mesmo faremos em outros edifícios públicos”, disse o secretário à BBC Brasil.
Prédios novos
Segundo ele, seis escolas em construção na cidade terão jardins nos telhados e o mesmo ocorrerá, disse, no terraço do Teatro San Martín, no centro da cidade, que tem 50 anos e será reformado.
Arquiteto com especialização em economia urbana, Chain lembrou que Buenos Aires integra o grupo chamado C40 (Climate Leadership Group, que reúne cidades que debatem saídas para preservação do meio ambiente) e que a nova meta de Buenos Aires será a exigência de que os novos edifícios já sejam erguidos com os jardins no telhado.
“A medida sancionada é optativa e pretende estimular a criação destes pontos de vegetação. Mas neste ano enviaremos outro texto à Legislatura com a exigência de que novos prédios já tenham esses espaços verdes”, afirmou.
A ideia, afirmou, é que a medida seja aplicada nos bairros onde são registradas as concentrações de construções na cidade. “Quanto maior o numero de construções, maior a necessidade (de áreas verdes) para vivermos melhor”, afirmou.
Parques portenhos
Buenos Aires é uma cidade conhecida por seus parques, que começaram a surgir entre os séculos 19 e 20, e pela preservação de áreas verdes entre os prédios, chamadas de “pulmón de manzana” (quadra verde).
Antes mesmo das novas medidas, alguns locais já tinham começado a implementar o jardim no telhado, como a escola municipal French y Beruti, no bairro portenho de Retiro.
Em 2010, em uma área de mais de 200 metros, foi construído um telhado com vegetação que contribui para “refrescar” o prédio nos dias de calor.
Especialistas disseram à imprensa local que a etapa inicial para transformar o telhado em jardim começa com uma camada de PVC, depois pedras apropriadas, sistema hidráulico adequado, além de outros materiais específicos para evitar que as raízes das plantas não afetem a construção do prédio.
Ao mesmo tempo em que o governo de Buenos Aires estimula jardins nos terraços, o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) realiza, desde os anos 1990, um programa chamado ProHuerta (Pró-Horta).
“O programa surgiu para melhorar a alimentação das famílias economicamente mais vulneráveis, naqueles tempos de hiperinflação”, lembra Janine Schonwald, coordenadora do programa.
“Mas agora, em busca de uma vida saudável e com preocupações com o meio ambiente, o ProHuerta interessa cada vez mais aos moradores das cidades e das periferias.”
Schonwald diz que o programa conta com a participação de 20 mil voluntários que aprenderam no INTA a técnica do cultivo em varandas, telhados e pátios e a ensinam em várias escolas, hospitais e paróquias gratuitamente.
“São alimentos que complementam o prato, como orégano, manjericão e hortelã, por exemplo, e que fazem parte de uma mudança cultural, voltada para a saúde e o meio ambiente”, afirma a coordenadora doProHuerta.
Publicado originalmente por Marcia Carmo em BBC Brasil.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Resort verde de luxo
Você passaria as suas férias em um hotel escondido na montanha?
Por Casa e Jardim Online
O que você prefere observar? Uma bela paisagem, cheia de verde, ou um prédio com a arquitetura moderna? A empresa holandesa MVRDVuniu essas duas coisas e criou um projeto apelidado de Gajije. Trata-se de um resort de luxo escondido por um cobertor verde.
A construção é vista como uma maneira de combinar sustentabilidade com arquitetura moderna diretamente em sua estrutura. O hotel estará localizado em Montenegro e terá 115 apartamentos, 87 quartos, restaurante, piscina e um centro comercial. O empreendimento não destoa nem um pouco do ambiente à sua volta. Vale a pena esperar para ver!
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Arranha-céu ecológico
Conheça o prédio inovador que funciona como purificador de água
Por Casa e Jardim OnlineNão bastasse a beleza do design, o arranha-céu projetado pela empresa francesa Design Crew for Architecture também procura ser sustentável. O intuito do prédio, que parece saído diretamente da cidade fictícia Pandora, da saga Avatar, é usar esferas estrategicamente posicionadas (que, diga-se de passagem, lembram bolhas de sabão) como estufas com vegetação que se alimenta de água salgada. Assim, é possível captar a água doce fornecida pela evaporação do orvalho. Por hora, o projeto está só no papel. Confira imagens abaixo.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Grandes metrópoles mundiais apostam na sustentabilidade dos jardins verticais
O que Buenos Aires, capital da Argentina, e Milão, um dos principais centros urbanos da Itália, têm em comum? À primeira vista, pode ser difícil encontrar as semelhanças entres essas duas metrópoles, mas basta uma olhada mais atenta nos edifícios dessas cidades para verificar que elas apostam na mesma tendência: o verde. Enquanto Milão entra em contagem regressiva para ser a sede do maior jardim vertical do mundo, o Bosco Verticale, os gestores de Buenos Aires, para estimular ainda mais o verde predial, aprovaram uma redução de impostos para os edifícios que possuírem jardins no telhado.
A redução para edifícios com telhados verdes de até 20% da ALB (o que equivale ao nosso IPTU) vai ao encontro do fortalecimento de uma tradição da cidade. Além dos edifícios que já contam com o terraço verde, como a escola municipal French y Beruti, Buenos Aires já é uma metrópole conhecida por seus parques, datados desde o século 19, e pela preservação de áreas verdes entre os prédios. O próximo passo prometido pelo governo portenho é exigir que os novos edifícios já sejam erguidos com os jardins no telhado A cidade ainda possui um programa como o ProHuerta, que estimula a criação de hortas nos terraços em diversos estabelecimentos desde 1990. Mas, ainda assim, o governo não está satisfeito.
A implantação dos jardins nos telhados já está prevista em seis escolas em construção e no Teatro San Martín, que será reformado aos 50 anos.O próximo passo prometido pelo governo portenho é exigir que os novos edifícios já sejam erguidos com os jardins no telhado. “Quanto maior o numero de construções, maior a necessidade (de áreas verdes) para vivermos melhor”, afirmou à BBC, o secretário de Desenvolvimento Urbano da capital argentina, Daniel Chain.
Uma das cidades europeias com alto índice de poluição, Milão vê os jardins verticais como promessa para melhorar a qualidade do ar, além de ser uma tendência paisagística. Sede do maior jardim vertical do mundo atual, segundo os próprios organizadores, os 1.263 metros de fachada do shopping Il Fiordaliso, os arquitetos italianos planejam algo ainda maior: o Bosco Verticale, algo como as torres gêmeas verdes.
Por Isaac Edington
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segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Construção com Terra
As técnicas de construção com terra crua são muito antigas, existem a mais ou menos 9.000 anos. Todas as culturas antigas utilizaram a terra nas construções de suas casas, fortalezas e espaços religiosos. Ainda hoje um terço da humanidade vive em casas de terra e em países em desenvolvimento este número aumenta para mais da metade da população.
A terra é o material de construção mais importante e abundante na maioria das regiões do mundo. A sua utilização como material de construção pode se dar de diferentes maneiras, tudo vai depender da técnica construtiva empregada assim como da característica da terra disponível no local, bem como dos agregados que irão compor a mistura.
O sistema construtivo de alvenaria estrutural ou alvenaria portante é plenamente aplicável com a terra crua, e com o diferencial que a terra é o material que melhor promove as trocas de umidade e temperatura dos ambientes, e esta "respiração" é o que condiciona o micro-clima da edificação. O uso da terra crua nas edificações promove uma imensa economia de energia para o sistema, seja desde a obtensão da matéria-prima, bem como seu manejo na aplicação da obra, ou durante a vida útil da edificação.
Vantagens da construção com terra crua
- Regula a umidade ambiental mantendo o micro clima mais constante durante o ano todo;
- É termicamente eficiente, conservando o calor no inverno e mantendo o ambiente fresco no verão;
- É reutilizável, ou seja, ao demolir uma parede de terra crua, todo o material pode ser reaproveitado para fazer uma nova parede;
- Não contamina o ambiente, pois é facilmente reabsorvido pela natureza;
- Economiza energia e materiais como madeiras e combustíveis fósseis, pois não possui queima em sua produção;
- É um material barato, principalmente quando retirado do próprio terreno ou ainda quando é comprado em local próximo;
- É apropriada para a autoconstrução: as tecnologias que empregam a terra são muito simples, fáceis de aprender e aplicar;
- Pode ser executada como alvenaria portante suportando as cargas da estrutura.
Algumas técnicas de bioconstrução com terra crua
Taipa de pilão: é uma técnica construtiva que consiste em socar terra crua devidamente preparada em fôrmas que darão forma a parede. Esta compactação mecânica promove forças de coesão entre as partículas da mistura de terra que por sua vez ganha rigidez estrutural com capacidade para suportar as cargas atribuídas à edificação.
Adobe: o adobe é um bloco de terra produzido a mão, disposto em formas e curado ao ar livre, sua utilização serve tanto para paredes de fechamento, estruturas e muros. Sua mistura pode envolver palhas ou agregados minerais que promovem uma estabilização da terra.
Pau a pique ou Taipa de mão: esta técnica construtiva consiste em preparar uma estrutura rígida e tramada de madeira ou bambu que será preenchida com uma mistura de terra, e são utilizadas para vedação de paredes internas ou externas não exercendo função estrutural.
Super Adobe: é uma técnica que utiliza sacos ou bobinas onde se coloca uma mistura de terra que é compactada por ação mecânica. Oferece uma estrutura muito forte e é possível obter belas formas arquitetônicas.
Tijolo Solo-Cimento ou BTC ( bloco de terra comprimida ): O tijolo de solo-cimento é aplicado como sistema construtivo de alvenaria estrutural ou alvenaria portante, onde os tijolos que constroem as paredes também sustentam a própria estrutura da edificação. A alvenaria estrutural tem como vantagem a redução de custos e menor prazo de execução.
O tijolo de solo-cimento é um material de baixo custo, obtido pela mistura de solo, água e um pouco de cimento, que pode ser substituído pela cal ou outro agregado mineral que desempenhe a função de estabilizar o solo para resistir mecanicamente aos esforços da estrutura.
O tijolo de solo-cimento ou BTC, bloco de terra comprimida, é também conhecido como tijolo ecológico, pois não provoca a queima em sua produção, o que reduz em 90% o consumo de energia em relação ao método convencional, diminuindo assim o desmatamento e não poluindo nossa atmosfera.
Alguns aspectos interessantes sobre o uso do tijolo solo-cimento na construção:
- Economia de energia na sua produção;
- Ganho de tempo na execução, a construção com tijolo solo-cimento é 30% mais rápida que a convencional;
- Redução de mais de 30% só em mão-de-obra;
- Conforto térmico e acústico superior ao da construção convencional;
- Não gera volume de entulho, pois eles podem ser facilmente moídos e reaproveitados;
- Economia no uso de argamassa de assentamento e revestimento;
- Aumento de sua resistência em contato com a umidade.
Acabamentos, Tintas e Rebocos com Terra Crua
A terra crua oferece uma plasticidade muito boa e proporciona um acabamento tão bom quanto ao de um material convencional, e o melhor é que não interfere na "respiração" da parede. O solo terrestre é constituído por uma grande quantidade de minerais e argilo-minerais que além de condicionar a plasticidade da mistura oferecem diferentes colorações. Os pigmentos feitos da terra permitem a produção de belas tintas e pastas de acabamento que proporcionam uma ótima qualidade estética.
Fonte: http://www.arquiteturaambiental.com