O hábito de despejar dejetos nas águas é praticado desde antes da Idade Média, e mesmo após séculos continuamos com as mesmas práticas condenando nossos mananciais e reservas hídricas. Naquela época ainda estávamos muito longe de ser 1 bilhão de habitantes sobre o Planeta, o que conseguimos apenas no século XIX. Hoje, em menos de dois séculos após atingirmos este número a população humana já chega a quase 7 bilhões, contudo parece que uma grande parte da sociedade insiste ainda num modelo de saneamento que desde séculos não tem sido uma boa estratégia para resolver o problema.
O saneamento básico, como é chamado, não consegue resolver permanentemente o problema enquanto que ambientalmente seus resultados não conseguem sequer ser básico. Métodos ineficazes inerentemente geram resultados ineficazes, sendo assim insalubres, e colocam a falta de saneamento como um problema de saúde pública, potencializador e multiplicador de diversas doenças.
O solo também sofre com sistemas amplamente disseminados como os sumidouros, que são ineficientes e sozinhos não conseguem salubrizar o esgoto bruto. Desta forma contaminam o solo num raio de até 30 metros chegando inclusive ao lençol freático. Os fluxos das águas subterrâneas podem levar para muito longe os contaminantes e potencializam os agentes patogênicos.
O saneamento ecológico faz bom uso do recurso água, valoriza a biodiversidade, é salubre ao ambiente e às pessoas, promove eficiência energética e é capaz ainda de produzir bons alimentos. Utilizando métodos sustentáveis é possível resolver a poluição do esgoto dentro do próprio lote não repasando esta responsabilidade para mais ninguém, e o que é melhor com um ótimo custo benefício.
Fonte:http://www.arquiteturaambiental.com
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